A dupla belga 2 Many DJs dos irmãos Steven e David Dewaele superou as expectativas para o primeiro dia do Tim Festival ontem.
No palco, dezenas de discos de vinil e a dupla concentrada para encaixar cada música no tom certo.
Com mais de duas horas de apresentação o público bradou, vibrou, gritou com os remix de vários sucessos do pop que o ecletismo do 2 Many DJs contraiu cortando, acelerando e distorcendo músicas de Chemical Brothers como “Hey Boy Hey Girl“, Joan Jett com “Bad Reputation”, Beyoncé com “Crazy”, “Silver Screen (Shower Scene)” do Felix Da Housecat, “Blue Monday” do New Order e Garbage com “Androgyny”.
Sem contar o momento primal de “Lithium” do Nirvana com “Turn On” do Fischerspooner, que depois se encaixou com a célebre “Don”t Stop “Til You Get Enough” do Michael Jackson.
Teve até um momento nostalgia com “Let’s Groove Tonight” do Earth, Wind & Fire.
Presente na apresentação da dupla, o DJ carioca Fábio Maia do Dama de Ferro, eufórico declarou, “eles seguem uma linha pela qual eu brigo há mais de 5 anos com a mistura de rock, pop, black e música eletrônica”.
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31/10/03 por
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Com jaqueta estilo do Michael Jackson, o DJ paulista Jackson Araújo abriu a noite de ontem no After hours do Tim Festival, pontualmente às 2h da manhã.
Jornalista e editor de moda do site Erika Palomino, Jackson brindava com uma taça de champanhe para o público e gritava “luxo para as massas” ou “be my guest, baby!”.
Começou com Richard X em “You (Better Let Me Love You X4) Tonight” do novo álbum “Presents His X-Factor Vol. 1”, outras vezes se afundava com sintetizadores e remix de Fischerspooner com “Emerge”, Blur com “Girls And Boys” e “House Of Jealous Lovers” do The Rapture.
Mais um da série DJ-hype, Jackson fez uma seleção interessante de músicas, especialmente de electro que foram muito atraentes e vibrantes, mas o DJ pecava pela falta de técnica.
O som estourou várias vezes, e em algumas partes as músicas pulavam perdendo o tempo e o ritmo.
Durante a apresentação, nos dois telões do Tim Stage mostravam cenas de Jackson montado e dançando como uma drag queen. Além de jornalista, o DJ também é performer.
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Às 21h no Tim Stage, lotado, e as mesinhas entupidas, comportando os fãs de Portishead, Beth Gibbons começou seu show sob os gritos e aplausos do público.
Em menos de uma hora de show, nenhuma música do Portishead, apesar dos apelos do público. Todas as canções foram do álbum “Out Of Season”, projeto solo que não perdeu a essência trip hop melancólica da cantora inglesa, lançado no ano passado com o músico Paul Webb do Talk Talk, o Rustin’ Man.
Começou com a triste “Mysteries” e a soturna “Sand River” e os momentos altos foram em “Spider Monkey” e “Funny Time Of Year” e terminando com “Rustin Man”. A grande frustração do público foi mesmo a ausência de canções da banda que consagrou Beth Gibbons, junto com Adrian Utley e Geoff Barrow. Nem “All Mine”, nem “Glory Box” e “Sour Times”.
Beth Gibbons afirmou uma vez em entrevista sobre as músicas de “Out Of Season”: “Eu adoro a surpresa dessas músicas, os acidentes, improvisos”.
“Apenas o som de uma palavra, para tentar expressá-la da melhor maneira, é a partir da música que a emoção que ela se torna totalmente revelada”, disse.
É assim que o álbum se caracteriza e Beth que prefere surpresas e improvisos, realmente não contava com essa.
Quase no final da apresentação, driblando a segurança um rapaz pulou no palco e beijou Beth na boca, para surpresa de todos, inclusive da cantora que ficou ligeiramente constrangida. O fã apaixonado era o ator global Rodrigo Penna. Outro admirador também pulou no palco, menos atirado, apenas reverenciou sua musa.
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31/10/03 por
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Uma parada obrigatória para quem passa pelo Rio de Janeiro e gosta de música eletrônica é o novo Dama de Ferro. Novo com um ano e meio de vida e bem localizado em Ipanema, os modernos cariocas passam por lá todos os finais de semana e também em suas concorridas after hours.
Com capacidade de comportar 300 pessoas, o Dama de Ferro é todo decorado com rosas metálicas. A proprietária Adriana Lima também trabalhou como artista plástica e decoradora para montar a casa e ainda luta para ampliar o electro nas programações do clube que antes eram mais voltadas para a house music.
Na quarta-feira, dia 29, foi a última apresentação de uma série de três dos DJs cariocas Fábio Machado e Fábio Maia que realizaram a festa especial “2+2” com o convidado DJ Danntas. Danntas é DJ de drum’n’bass há mais de dez anos e representa a agência britânica Bulldozer no Brasil.
“A idéia do ‘2+2’ é resgatar clássicos da dance music misturando com os sons de agora”, disse Fábio Maia (foto) em um rápido bate-papo. “Cada um com seu estilo, desde a UK Garage com hard house e technopop com electro”, completou.
Com o sucesso do projeto no mês de outubro, a dupla ganhou mais duas noites em novembro, nos dias 5 e 12.
Apesar do pouco tempo de existência da casa, o Dama de Ferro já recebeu atrações internacionais como Holgi Star da Alemanha e Jonny Slut da Inglaterra e se prepara para no mês que vem receber outra figura da cena electro britânica, a DJ inglesa Princess Julia no dia 15 de novembro. Em São Paulo ela chega um dia antes, dia 14 no Ampgalaxy. Princess Julia é residente às sextas do clube Garage e aos sábados no clube Heaven em Londres.
Dama de Ferro
Rua Vinícius de Moraes, 288 – Ipanema – Rio de Janeiro
Tel: (21) 2247-2330
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A organização da Parada da Paz criou mais um momento de tensão na cena de música eletrônica nacional ao tecer comentários sobre a Parada AME São Paulo, que aconteceu no último dia 26.
Segundo e-mail enviado à imprensa, a Parada da Paz se solidarizava com os familiares do rapaz que faleceu no lago do Ibirapuera após o final do evento da AME.
Em tom irônico, notificou o incidente e fez uma associação entre o evento, a morte e a possível desorganização do pessoal da AME.
Em resposta, a assessoria de imprensa da AME emitiu uma nota de esclarecimento deixando claro que a morte, como constatada pela Polícia Militar, ocorreu após o evento, e que a Parada da Paz quis gerar polêmica com isso.
Após várias discussões e retratações, como a de Bárbara Roig, da Buldozer -que representa Marky e Patife, entre outros- os dois lados tentam esclarecer e acalmar a situação mas não parece que é isso que está acontecendo.
A Polícia Militar de São Paulo tenta encaminhar um projeto para eliminar as festas ao ar livre, principalmente raves, no Estado, como já está sendo feito em Santa Catarina.
Este é um problema que a própria Parada da Paz terá que resolver, pois já planeja sua própria festa de rua para o começo de 2004, possivelmente em março.
O conflito entre as duas organizações começou quando a Prefeitura de São Paulo resolveu apoiar oficialmente a Parada AME que, segundo a organização da mesma, não tem fins lucrativos, apoiando ações de cidadania.
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29/10/03 por
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