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Arquivo para setembro/2004

No sábado, Dub Mentals e Urcasônica Sound System juntos no NaMedida

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Depois da apresentação do grupo Estereomono, em agosto, um dos pontos mais badalados do Rio, o bar NaMedida, recebe no próximo final de semana um público que vai dos 16 a 50 anos e lota as casas noturnas da Europa na busca do melhor ‘dancehall’.

A idéia da noite é a união de duas atrações: um Live P.A e um Sound System, com diferentes formas de manifestação vanguardista do dub atual. A partir das 21h acontece o Live P.A do grupo Dub Mentals. Os produtores Bruno LT e Felipe dB, acompanhados dos músicos Ivan Cozac e Dr. B. (Uncle Jorge) e convidados apresentam faixas do álbum da dupla, “Dub Tarja Preta”.


O trabalho, lançado pela Gol Records no final do ano passado, é uma coletânea de produções de dub que resgata a atmosfera dos lounges europeus: uma atmosfera serena com melodias agradáveis e até alguns graves.


Às 23h é a vez do Urcasônica Sound System com os ‘Selectors’ (seletores, assim são chamados os DJs na Jamaica) de reggae, dub e ragga do Rio de Janeiro. Ivan Cozac, Felipe dB, Bruno LT e Patchuko apresentam o que há de mais atual do gênero no mundo. Será uma discotecagem de especialistas no assunto, mantendo a vibração das apresentações dos Sound Systems.



Dub Mentals + Urcasônica Sound System – 2 de outubro (sábado)
A partir das 21h
NaMedida Lagoa
Avenida Borges de Medeiros, Quiosque 23 – Lagoa (em frente ao Monte Líbano) – Rio de Janeiro
Tel: (21) 2259-2600


Ingresso: R$5

Estão abertas as inscrições para a Escola de DJs do Lov.e

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Difundida inicialmente pelo projeto Lov.e por São Paulo, que formou 22 novos talentos em sua primeira versão, em 2003, a Escola de DJs do Lov.e terá mais uma edição em 2004 e novamente se concentrará no conceito de inclusão social por meio da música eletrônica.


As fichas de inscrição foram colocadas à disposição nas lojas Techno Records e Stuff Records na Galeria Ouro Fino, e 20 pessoas serão selecionadas para participar de um workshop no dia 7 de outubro, às 19h, no Lov.e Club.

Aí então serão escolhidos os bolsistas que cursarão a Escola gratuitamente. Os interessados em receber as bolsas de estudo passarão por um processo de seleção que levará em conta critérios como renda, idade e grau de interesse.


A segunda turma da Escola iniciará suas aulas no dia 14 de outubro. Daí em diante, toda quinta-feira haverá aula, das 19h às 21h. As turmas são formadas por 10 alunos, que pagam R$200 por mês. Cinco vagas serão destinadas a bolsistas.


O curso, com duração de 4 meses, será ministrado pelo DJ Will e contará com a participação de top DJs nacionais que darão palestras onde serão abordados temas como a história da música eletrônica, produção musical e novas tecnologias.


O currículo da Escola é enfocado nas questões relacionadas com o manuseio dos equipamentos e as técnicas básicas de um DJ, com ênfase maior na produção musical ao final do curso. O projeto é patrocinado pela Red Bull e conta com a colaboração da Prefeitura de São Paulo através da Coordenadoria da Juventude.



Escola de DJs do Lov.e
Lov.e Club

Rua Pequetita, 189 – Vila Olímpia – São Paulo
Tel: 3044-1613

» http://www.loveclub.com.br


As inscrições para não-bolsistas deverão ser feitas pessoalmente no Lov.e Club.

Campanha Control Arms chega às noites de quarta na D-Edge

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O projeto Cio 80’s e o clube D-Edge se engajaram na campanha mundial de controle do comércio de armas e promovem com exclusividade em São Paulo a festa Control Arms, hoje, dia 29 de setembro. A noite conta com a presença do francês DJ Each, que percorre o Brasil divulgando a mesma campanha em diversos clubes ao lado do fotógrafo Jaélcio Santana.


Ultimamente Each está trabalhando com produções próprias e, além de sua coleção de deep funky e electro/house, o DJ pretende lançar em breve seu primeiro álbum. Em 2003, o Each também tocou no clube carioca Dama de Ferro. A banda Freakplasma, o DJ inglês Tim Taylor e os residentes Magal e Oscar Bueno completam o line-up e fazem sets especiais para comemorar o aniversário da promoter Gláucia++.


O objetivo do Control Arms é reunir 6 milhões de fotos de pessoas que apoiem o tratado do ‘não-comércio’ de armas de fogo. No D-Edge o fotógrafo Jaélcio Santana será o responsável por captar imagens das pessoas que são contra o comércio presentes na noite. As fotos serão expostas num painel gigantesco representando as pessoas que tiveram ou terão suas vidas tiradas por violência com arma de fogo. O painel será exposto na reunião da ONU em Nova Iorque em 2006, com a presença de governantes de todas as nações.


A Oxfam, a Anistia Internacional e a Rede Internacional de Ação Contra as Armas de Pequeno Porte (IANSA) estão trabalhando em conjunto na campanha “Controle do Comércio de Armas” para conseguir um Tratado Internacional sobre o Comércio de Armas. Serão distribuídas camisetas da campanha no D-Edge nesta noite.


Os preços variam de R$20 a R$25 (R$10 de consumação)


Especial Control Arms (Campanha internacional contra o comércio de armas) – Cio 80’s – quarta-feira – dia 29 de setembro
A partir da meia-noite
D-Edge
Alameda Olga, 170 – Barra Funda – SP
(ao lado do Memorial da América Latina)
Tel: 3667-8334 / 3666-9022

» http://www.oxfam.org.uk

Confira quem empolgou e quem deixou a desejar no BMF Electronic

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– deixou a desejar (regular)
 - empolgou (bom)
 - empolgou muito (muito bom)
 - foi sensacional! (ótimo)



Pista Drum’n’bass


Sexta-feira – 24/09/2004
Aki (JAP) –
XRS (SP) –
Fabio (UK) –
Dillinja (UK) –
Marky (SP) –

Sábado – 25/09/2004
Patife (SP) –
Craze (EUA) –
Bryan Gee (UK) –
Marnel (SP) –
Andy (SP) –



Pista House / Techno


Sexta-feira – 24/09/2004
Agoria (FR) –
Renato Lopes (SP) –
Dave Angel (UK) –
Fergie (UK) –
Murphy (SP) –


Sábado – 25/09/2004
Green Velvet (EUA) –
Mau Mau (SP) –
Renato Cohen (SP) –
Christian Smith (SUE) –


Pista – Trance

Sexta-feira – 24/09/2004
Du Serena (SP) –


Sábado – 25/09/2004
Deedrah (live) (FRA) –
Bamboo Forest (live) (FRA) –
Skazi (ISR) –



Hip-hop


Sexta – 24/09/2004
Craze (hip-hop set) (EUA) –


Sábado – 25/09/2004
Grand Master Ney (SP) –
Green Lantern (EUA) –


Palco Principal


Sexta-feira – 24/09/2004
Marky & XRS (live) (SP) –
Soul II Soul Soundsystem (UK) –
Maze One (DF) –
Omid 16B (live) (UK) –
Anderson Noise (BH) –
Oil Filter (live) (SP) –


Sábado – 25/09/2004
Nego Moçambique (live) (DF) –
Patife (live) (SP) –
Soul II Soul Soundsystem (UK) –
London Elektricity (live) (UK) –
Oblongui (DF) –
Darude (live) (FIN) –
Leozinho & Paciornik (PR) –
Philip Braunstein (live) (SP) –
Misstress Barbara (ITA/Canadá) - 

BMF Electronic definitivamente coloca Brasília no mapa da eletrônica

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Sábado foi a segunda e última noite do BMF Electronic. Pela primeira vez na cidade foi realizado um festival de música eletrônica de grande porte. Nos últimos dois dias, dezenas de atrações passaram pelas tendas. Dados da assessoria do festival indicam que cerca de 20 mil pessoas compareceram na sexta-feira e cerca de 25 mil no dia seguinte. O que se concluiu da ‘concorrência’ com o Skol Beats, é que ambos estão empatados em número de freqüentadores (por volta de 45 mil), embora oficialmente não haja nenhuma disputa.


No sábado o parque de diversões no estacionamento do Mané Garrincha continuava inteiro e pronto para mais 14 horas de música eletrônica. Os esportes radicais, entre eles escalada e o equipamento “Queda-Livre”, com 40m de queda, foram mania entre os adolescentes. Na sexta-feira foram 240 pulos.


A tenda trance estendeu-se até o meio-dia, com performances artísticas e neo-hippies dançando desvairadamente por horas a fio sob o clima seco de Brasília. Ao lado estava o ‘tech-house’ com o DJ sueco Christian Smith dono de um infinito sorrisão, que segurou o público até às 9h.


No final da tarde do dia 25 Nego Moçambique apresentou um Live P.A cheio de suíngue, mas que em muito se fez diferente de sua recente apresentação no Sónarsound Dia. O filho ilustre de Brasília enfrentou o mesmo problema pelo qual o Oil Filter passou na noite anterior: apresentou seu set para pouquíssimas pessoas. O detalhe é que por falha da organização, o portão de entrada ainda não havia sido aberto.


DJ Patife, ao lado de sua banda Vitrola Estereofônica, misturou samba-rock, MPB e drum”n”bass, sempre ao gosto do DJ. “Sonho em lançar um álbum com o Trio Mocotó”, confessou para a audiência no final da aplaudida apresentação. Na platéia havia uma gigantesca haste com algodão-doce, para completar o circo.


Até o mestre Grand Master Ney continuou com o clima de preferência pela “tenda dos ônibus” no BMF, a do hip-hop. Em vez de faixas próprias, o DJ preferiu tocar o que gostava, em uma espécie de discotecagem pessoal com muito R&B. Teve até o gangsta Snoop Doggy com “Beautiful”.

O Soul II Soul pareceu mais disposto no sábado, possivelmente pela correção de erros, como algumas falhas técnicas que aconteceram na sexta-feira. Com quase o mesmo repertório, o trio fez sua melhor apresentação quando voltou no tempo com Dee-Lite com “Groove Is In The Heart” e Caron Wheeler, vocalista do Soul se sentiu a própria Lady Miss Kier. E teve mais. “Billie Jean” do Michael Jackson e a clássica do Public Enemy, “Bring The Noise”.


A orquestra de drum”n”bass teve seu toque pessoal. Tony Colman, o cabeça por trás do London Elektricity, fez sua apresentação somente com faixas próprias e ao lado de cinco músicos, entre eles a cantora com gogó fortíssimo Liane Carrol, o MC Trip e o onipresente MC Stamina, com os vocais. A sonoridade era realmente de uma orquestra. Os brasilienses receberam positivamente a sonoridade mais suave, mas com a energia de uma banda de hip-hop. O londrino MC Trip cansou de dizer: “Ya, man, isso aqui é um drum’n’bass diferente. Algo que você nunca ouviu antes”.


Quase ninguém percebeu quando o grisalho Tony, a mil, apresentou seu primeiro grande hit, “Songs In The Key Of Knife”. O ponto alto foi quando a forte Liane quis levar ao público as letras da inédita “Life Is A Beautiful Thing”.


O norte-americano Green Velvet – enfim o Sr. Veludo Verde – apareceu. Dessa vez foi o inglês Justin Robertson que cancelou sua vinda para o BMF. Com seu ar superior, na metade do set o DJ conversou com a audiência e cantou uma única faixa, “La La Land”, num frenesi: “I”ve been the one to party until the end / Looking for the after party to begin / I”m going down to La La Land”. Ótimo cantor.


Com um aumento considerável de pessoas presentes, o caos se instaurou. O campeão DJ Craze deu um toque a mais de hip-hop no drum”n”bass. Pela milésima vez foi tocado o hit dos hits, “LK”, já que todos conhecem e prestigiam, mas Craze foi o único que fez diferente e fez uma variante para o hip-hop.


Os últimos dois dias foram árduos para os MCs Stamina e Cleveland Watkiss. A dupla de ingleses foram os maiores “workaholics”. Não perderam o ânimo e ficaram ligados por 14, 15 horas seguidas em cada set de DJ. Quando juntou os três, entre eles o “godfather” Bryan Gee foi o que a tenda precisava. De “Back To Love” do EZ Rollers até “Closer” do Suv e Ray Keith com “No No”.


Com um set de uma hora o gaúcho Phillip Braunstein estava mais maduro. O garoto fez seu set de uma levada só e abusou do virtuosismo. Talvez essa seja a sua maior peculiaridade. Teve um punhado de fãs, assim como os finlandeses do Darude. Com estilo de clubber escandinavo, o branquelo Ville Virtanen chamou a atenção das meninas e, com um set baseado num trance progressivo, mostrou no palco principal um pouco do trabalho ainda não tão conhecido no Brasil. O maior sucesso, “Feel The Boat”, nem esteve presente, mas o set agradou os mais ávidos ‘trancers’.


A carismática e sem-frescuras Misstress Barbara teve a platéia nas mãos com um techno enérgico, deslizante, e é claro, funky. Foi uma das grandes surpresas da noite. A marca de Misstress era a visceralidade, e por isso foi a única artista que provocou o público. Todos pediam mais. A falta de disposição dos brasilienses foi só na sexta-feira.



Últimas notas sobre o BMF Electronic:

- Entre uns e outros “rolês” por entre a pista do palco principal, Bryan Gee e Dillinja foram gentis e amigáveis com os fãs. Posaram para fotos e Gee autografou um álbum.


- Sábado é sábado. Não teve jeito. Milhares de pessoas a mais do que na sexta-feira. Foi um caos em todos os lugares, principalmente entre a tenda trance e a de tech-house.


- No set dos finlandeses do Darude na turma do gargarejo algumas garotas gritavam para Ville Virtanen: Lindo! Como se ele fosse entender o que era dito.


- No set da Misstress Barbara muitos perguntavam: “Quem é essa? Oh, ela manda bem!”


- O dia é que começou a festa. Misstress Barbara fez quase todo o seu set de manhã e o sueco Christian Smith entrou no “tech-house” às 7h. A tenda trance com o live dos franceses do Bamboo Forest e o israelense Skazi prolongou-se até o meio-dia.


- Ao acaso, a equipe do FiberOnline trocou algumas palavras com um segurança que checava os RGs da molecada. Maior de 16 pode entrar sozinho e menores, somente com os responsáveis. “É muito estranho ver meninas de 12 anos em festas grandes assim. Realmente não sei o que se passa na cabeça dessas pessoas”, respondeu o homem, indignado.


- Evento em família. Pai, mãe, avô e avó. Estavam todos.


- Tony Colman do London Elektricity – ao longo de seus 40 e poucos anos – esbanjou saúde. Fez uma grande performance, até teatral, há quem diga.


- O DJ do Eminem, Green Lantern, distribuiu copinhos de uísque para a turma do gargarejo no “hip-hop”. Dizem, os comentários mais maldosos, que seu nome mudou para DJ 51.

- O programa “Altas Horas” que nesse sábado foi transmitido diretamente do evento, na verdade foi gravado na quinta-feira. Dia sem festa, sem DJ tocando em tenda e com figurantes. Coisas bizarras da Globo.



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