A 20ª edição do International Dance Music Awards, uma parte integrante do Winter Music Conference em Miami, ocorreu na última quinta-feira, dia 24. Como uma das mais prestigiadas dos EUA, a Dance Awards chegou à sua vigésima edição bem melhor do que quando começou, em 1985, quando não se acreditava muito em seu sucesso.
Pioneira em premiações do gênero, a Dance Music Awards obteve mais de 10 mil votos e cerca de 200 indicados em 39 categorias. Os melhores do ano passado foram para produtores, remixers, revelação, selos e mais produções ligadas à música eletrônica. A recente cerimônia contou com apresentações ao vivo, como o grupo nova-iorquino Brazilian Girls, Venus Hum e aparições de Junkie XL, DJ Craze, Infected Mushroom e a rainha das mimadas, Kelly Osbourne, que, em recente entrevista, revelou que aderiu em seu novo álbum à dance music.
Um dos grandes vencedores da noite foi o holandês Tiësto, que ganhou três prêmios, entre eles o de ‘melhor produtor’. O alemão Paul Van Dyk também se saiu bem com dois prêmios, um deles como o ‘melhor álbum de compilação’ para “Involver”. A surpresa foi o jovem DJ sueco Eric Prydz (foto) que com o seu hit de 2004, “Call On Me”, recebeu de melhor videoclipe e revelação para artista solo.
Ed Simmons e Tom Rowlands do Chemical Brothers receberam como ‘melhor artista grupo’, vencendo o grupo nova-iorquino Scissor Sisters, Lasgo e da dupla Basement Jaxx. Ainda o melhor selo nos EUA ficou com o Subliminal Records, do DJ Erick Morilo (atração deste Skol Beats) e o melhor para o resto do mundo foi o Defected Records, selo britânico de house, que lança álbuns de Masters At Work, Bob Sinclar, Roger Sanchez, Junior Jack, entre outros.
Confira os prêmios mais importantes no Dance Music Awards 2005: Faixa dance ‘Underground’ “Flashdance” – Deep Dish
Faixa Hi-NRG/Européia “Love Comes Again” – Tiësto
Faixa house/garage “How Would You Feel” – David Morales com Lea Lorien
Faixa progressive house/trance “Nothing But You” – Paul Van Dyk
Faixa pop dance “I Like It” – Narcotic Thrust
Melhor DJ norte-americano Christopher Lawrence
Melhor DJ europeu Tiësto
Melhor DJ no resto do mundo Paul Van Dyk
Melhor estação de rádio de dance music pela Internet BBC Radio 1
Melhor estação de rádio BBC Radio 1
Melhor Mixshow DJ em rádio “A State Of Trance” – Armin Van Buuren
Melhor videoclipe “Call On Me” – Eric Prydz
Melhor compilação em CD “Involver” – Sasha
Melhor álbum DJ Mix “A State of Trance” – Armin Van Buuren
Após os sucessos com dezenas de singles lançados separadamente e discos com minuciosas pérolas, Simon Ratcliffe e Felix Buxton, os londrinos por trás do Basement Jaxx, estão de volta com o álbum “Singles”, somente com faixas já conhecidas. Na verdade, a única exceção é “Oh My Gosh”, novo single da dupla que esta semana ganhou um videoclipe, ainda inédito.
Entre as faixas, incluem os primeiros “Samba Magic”, de 1996 e “Fly Life” de 1997, e os singles do primeiro álbum, “Remedy” de 1996, “Red Alert”, “Bingo Bango”, “Rendez-vu” e “Jump N” Shout” com a participação do rapper Slarta John. Do segundo álbum, “Rooty” de 2001, estão “Jus 1 Kiss”, “Romeo” e o arrasa-quarteirão “Where”s Your Head At?”. Junto com o “Singles”, há também uma versão limitada em DVD com ao todo 25 vídeos e uma tiragem mais limitada ainda com um álbum duplo, recheado de versões.
Com mais de dez anos de carreira, o Basement Jaxx pode ser considerado o grupo mais eclético que a Inglaterra já produziu. Rotulados como um house progressivo, a exemplo do último álbum, “Kish Kash”, muito pouco realmente restou de uma descrição veemente certa. Nesse disco os únicos singles presentes foram “Good Luck”, “Lucky Star” e “Plug It In”. Os três levam participações fundamentais como a cantora Lisa Kekaula, o rapper Dizzee Rascal e o ex-N’Sync JC Chasez, respectivamente.
Em uma entrevista exclusiva publicada no FiberOnline há um ano, Simon disse sobre o mais recente álbum, de 2003: “Foi muito experimental na parte da produção porque mandamos ver em tudo o que a gente queria. Estávamos livres para experimentar tudo”. Sobre a nova música, que era um lado B de outro single não-lançado, “Mr. Dog”, “Oh My Gosh” é uma faixa de house e tem muito suíngue, como disse o ‘basement’ Felix. “Parece uma mistura de salsa com um vocal feminino bem atraente”, retrucou o produtor.
Outro projeto dos irrequietos produtores do Lavoura Electro, Fabiano Alcântara e Fernando TRZ, a banda Mercado de Peixe, volta a se apresentar em uma série de shows para a divulgação do mais novo álbum, “Máquinas na Pista”. Em abril a banda estará nos SESCs de Rio Preto e São Carlos e em São Paulo no evento Caipira Groove 3, na Galeria Cine Olido, no centro. O grupo de Bauru também anunciou uma exclusiva apresentação no Rio, no Centro Cultural BNDES.
Depois do disco debut, “Roça Elétrica”, no ano passado, os sete integrantes do Mercado refugiaram-se há cerca de cinco meses para compor o novo trabalho em uma chácara, a “Bauru Rural Camping”. Desta vez, a pegada ‘pós-caipira’ com ritmos contemporâneos volta a surgir, talvez ainda mais forte e diversificada para transformar batidas eletrônicas certinhas em groove tirado de peles e baquetas.
O resultado do novo trabalho, segundo os próprios músicos, foi uma mistura louca entre samba, drum’n’bass, funk, reggae, rock e rap que acompanhada muitas vezes por uma viola caipira, deu um toque a mais no álbum. Com as dez cordas usadas indistintamente pelo violeiro do grupo, Ricardo Polettini, que também faz as vezes de vocais e guitarrista, o disco é acompanhado pelos hibridismos existentes entre um baixo, teclado, bateria, percussão, wah-wahs e distorções.
Desde 1996, o grupo traz a diversidade como seu coringa, e de uma certa forma já entrou de vez no mercado brasileiro. O resultado foram as novas músicas com características totalmente inéditas ao que se costuma quotidianamente associar ao trabalho da banda. As faixas que formam a turnê de “Máquinas na Pista” mostram o Mercado de Peixe sem preocupações em se elevar ao mesmo nível de consistência e alcance logrado pelo movimento Mangue Beat no Recife, em meados dos anos 90.
O clube alternativo carioca Casa da Matriz receberá dia 6 de abril, quarta-feira, o trio Moa Anbessa Sound System. O projeto norte-americano de Chicago será convidado na noite do DigitalDubs, Sound System de Belford Roxo, que se apresentou no último TIM Festival em São Paulo. Assim como o Sound System local, o Moa brinca em suas apresentações com os ícones tradicionais, como Lee Perry e King Tubby, e com os eletrônicos, como Bill Laswell e Zion Train.
Para projetar a cultura jamaicana, que surgiu há quase 50 anos nesses coletivos de músicos, Marcus Iyah, JB e StranJah traziam discos da capital Kingston, o reduto autêntico dos ‘sound’, e usavam projeções de filmes cult jamaicanos e de sound systems clássicos como fundo. A sonoridade do Moa Anbessa é vasto e vai do ska, rocksteady, roots, dub, rub-a-dub, dancehall ao ragga, bem como seus muitos dubplates.
O projeto já “deu som” em vários países, entre as Américas, Ásia e Europa. Em algumas das seções já receberam como colaboradores o poeta-cantor jamaicano Allan Hope, o Mutabaruka e o rapper Talib Kweli (ex-Mos Def). Com a morte recente do lendário produtor Clement ‘Sir Coxsone’ Dodd no ano passado, que até virou nome de rua em Kingston, o Moa Anbessa pretende lançar o esperado álbum dedicado ao notório selo de Dodd, Studio 1, mixado durante a passagem pelo Brasil.
A noite do Moa segue com uma forte inspiração dos brasileiros do DigitalDubs na poesia ‘reggae dub’ do mestre Linton Kwesi Johnson. Os selectors Nelson Meirelles (ex-O Rappa), MPC (integrante do F.UR.T.O., projeto de Marcelo Yuka), Cristiano Dubmaster e Kuke mostrarão faixas próprias e se revezarão nas pick-ups. Os músicos pretendem apresentar um valioso arsenal de versões alternativas de clássicos do reggae, jóias desconhecidas, grooves tradicionais e eletrônicos. Na pista 2 da casa, black e breaks do Apavoramento Sound System, com os DJs Nepal e John Woo.
Os ingressos variam de R$6 (até meia-noite) e R$9 a R$12.
DigitalDubs e Moa Anbessa Sound System – Dia 6 de abril – (quarta-feira) A partir das 22h Casa da Matriz Rua Henrique de Novaes, 107 – Botafogo – Rio de Janeiro Tel: (21) 2266-1014 / (21) 8798-6268 http://www.casadamatriz.com.br
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Após o trabalho com o projeto Orchestra Santa Massa, o sergipano Helder Aragão aka DJ Dolores volta com um novo disco, “Aparelhagem”, e ainda com a confirmação de uma turnê mundial, a primeira grande excursão do DJ pela Europa. O lançamento do disco será no mês que vem e mal dará tempo da divulgação pelo Brasil. Dolores já embarcará para a Bélgica.
O lançamento será simultâneo no Brasil e na Europa. No exterior o disco sairá pela Ziriguiboom em parceria com a Crammed Discs, mesmo selo da cantora Bebel Gilberto, do grupo Bossacucanova e do Trio Mocotó. Aqui no Brasil o disco será lançado pela Astronave e distribuição da Distribuidora Independente, da Trama. O nome ‘Aparelhagem’ é uma expressão popular, tipicamente brasileira, para definir um sound system.
Assim como no Orchestra Santa Massa, Dolores destaca no disco as letras que ganham um espaço maior, pela importância da linguagem coloquial. Os metais de acento nordestino, melancólicos como velhos temas de reggae e guitarras limpas, também fazem parte do trabalho, além de percussão e sintetizadores. Dessa vez, o DJ criou uma união entre as várias expressões da tradição musical urbana do norte e nordeste do país com a música eletrônica. Isso conquistou os europeus
Depois da Suíça, França e Inglaterra, no mês de abril o pernambucano levará sua tal ‘Aparelhagem World Tour 2005″ a outros países, como Bélgica e Holanda e a festivais brasileiros como Skol Beats, Abril Pro Rock e Vivo Open Air. No mês de maio, Dolores toca em Brasília e novamente em São Paulo (no festival Hype), e em junho volta à Europa, onde se apresenta em Angouleme, Lyon e Meylan (França), Tilburg (Holanda) e no festival de Glastonbury (Inglaterra). Já em julho o DJ toca em Bobital (França), Cartagena (Espanha) e Lisboa (Portugal).