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Arquivo para abril/2005

Projeto Alienaqtor alcança mais de 4 mil downloads no FiberOnline

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O produtor fluminense Harlem Pinheiro do projeto Alienaqtor divulgou ontem em nota oficial que, após cerca de um ano do lançamento de sua primeira página no FiberOnline e nove meses depois da segunda, intitulado “Alienaqtor 2004”, o projeto alcançou 4.012 downloads no website. Com 18 músicas disponíveis em seu microsite, Harlem produz sob diversas formas. Ligado ao techno, electro, EBM e atualmente mais voltado às pistas de dança com um lado mais experimental.

O Alienaqtor surgiu há seis anos com “As We Get Older”, faixa que segundo o produtor foi ‘acidentalmente’ criada, um ‘electrobreakhouse’ com timbres ácidos e samples de rosnado de cachorro. Atualmente Harlem disponibiliza versões prévias das faixas do futuro EP “Astral Disco”, com influências de electro, microhouse, acid techno, glitch pop, IDM/Braindance & Ambient. Isso remete a muitos artistas desde Anthony Rother, Depeche Mode, F.S.O.L., Aphex Twin e Kraftwerk, só para citar algumas das mais preciosas ascendências de Alienaqtor.

Em outras produções iniciais, Harlem se aproximou mais do acid techno, como a faixa “Insana”, mas sempre com elementos de synthpop presentes ao fundo. O produtor afirmou que nunca fez algo realmente puro, tudo é muito híbrido. Lançada em uma coletânea da gravadora norte-americana Moron Labs, a faixa “Elektruthfuck” de 2002, deu um rumo novo ao projeto de Harlem, assumindo a parte electro e breakbeat experimental, com elementos rítmicos mais fortes.

Entre outras produções de Alienaqtor, o uso de melodias derivadas do ambient techno, além do uso de samples mais orgânicos de instrumentos como cítara, estão em faixas disponíveis no FiberOnline como “Being Nervous” e ainda um electro gracioso nas faixas “Máquinas Sacodem Tudo #1” e “God Save My Bitch.1”, que dão versatilidade ao projeto. Na versão ‘2004’, Alieqnator vira a mesa com IDM. Entre as faixas que mais lhe representam estão “Bubble Boom”, “Laguna Deep (Master)” e “Me And My Slowest Hours (Master)”.

http://www.fiberonline.com.br/alienaqtor

http://www.fiberonline.com.br/alienaqtor2004

Carambola Records: novo selo de trance surge no Brasil

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Com ainda poucos meses de funcionamento, o novo selo brasileiro dedicado ao trance, o Carambola Records, já atraiu lançamentos internacionais, a exemplo do recente lançamento da compilação “PsySex Remixed”, um dos maiores sucessos da HOMmega Productions. Com direção artística de Du Serena, DJ e produtor do núcleo Tribe/Solaris, o selo traz para o público brasileiro títulos inéditos dos principais artistas internacionais do estilo, por um preço muito mais acessível e com uma estratégia de divulgação interessante.

A Carambola Records dispõe seus títulos para serem adquiridos em todas as lojas da rede Chilli Beans no Brasil e pelo website oficial. Onde comprar os discos, ingressos para festas, camisetas e ainda se informar sobre artistas e a cena trance em geral. Em “PsySex Remixed”, a mais nova coletânea lançada pelo selo, conta com nove faixas inéditas, todas remixadas por produtores como GMS, X-Noise, Wrecked Machines, Eskimo, Panick, Illumination, Pixel & Domestic e Violet Vision.

Entre outros lançamentos estão o álbum “Artcore”, do israelense Astrix, Joti Sidhu com “Punktuator” e a segunda produção do projeto Wrecked Machines, nome elevado aos altos níveis do estilo. Intitulado “Second Thought”, o álbum de Gabriel Serrasqueiro aka Gabe (foto) já é visto como um dos melhores do ano e marca a maturidade de seu projeto. Com o Wrecked Machines, Gabriel tornou-se o principal produtor de psy-trance brasileiro.

Em pouco tempo o selo já é um sucesso. Êxito também em relação às raves que acontecem pelo Brasil. A Tribe, que acontece no próximo sábado, dia 30, ocupará uma pedreira em Pirapora do Bom Jesus, a 58 quilômetros da capital. O line-up apresenta diversos nomes do psytrance mundial que conta ainda com mais de 19 atrações. Outro exemplo é o Solaris Festival, que em fevereiro último trouxe diversos DJs e produtores das várias vertentes do trance, como Psysex, que mistura batidas anos 80 ao psy, Tobias, expoente do trance alemão e o inglês Tim Healey, que no espírito deste versátil e energético DJ, produtor e músico define seu som como punk funk e house rock.

http://www.carambolarecords.com.br

Radiola Santa Rosa faz show no Sesc Santos ao lado do Mamelo Sound System

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Para o lançamento de “Disqueria”, álbum de estréia do projeto Radiola Santa Rosa, o rapper Caio ‘Dubfones’ ao lado do DJ Beto, se apresentarão no Sesc Santos no próximo dia 12 de maio, quinta-feira. Criado em meados de 2004 no Guarujá, litoral paulista, o Radiola focou sua sonoridade com a ajuda da internet, aliado a softwares, hip-hop e outras experimentações da própria dupla, como sons de animais, mantras, instrumentos acústicos, sons eletrônicos e colagens de discos antigos.

Ao lado do duo se apresentará também o coletivo paulistano Mamelo Sound System, um resultado híbrido entre o hip-hop, sons jamaicanos e jazz. Com o produtor Alexandre Basa, o guitarrista Daniel Bozio e o contrabaixista André Satoshi, responsáveis pela criação dos beats, e os letristas Rodrigo ‘P-Funk’ Audiolandro, Paulo Napoli e a MC Luana Lurdez, o Mamelo virá carregado de rimas. A apresentação virá junto com as novas faixas que estarão no novo álbum, o sucessor do disco homônimo de 2000. DJ Beto já antecipou ao FiberOnline que o repertório do show do Radiola no Sesc será mais direcionado para as faixas do álbum, e durante a apresentação haverá também sorteio de CDs.

O resultado desse primeiro álbum varia entre diversas tendências artísticas e musicais e, como os próprios rapazes definem, como um hip-hop ‘antropofágico’. Desde Beastie Boys, Lee Perry, Mutantes, Beck, The Avalanches, dub jamaicano, jazz, funk e folk. A produção final de “Disqueria”, assim como as suas 17 faixas, tiveram algumas inspirações, como uma homenagem a um dos primeiros grafiteiros de Nova York e um dos personagens do primeiro filme que representa o hip-hop, “Wild Style” de 1982, dirigido por Charles Ahearn e Fred Brathwaite. “Posto4” foi uma outra homenagem ao Cinearte Posto4 de Santos, cinema alternativo da cidade. “Shine”, que faz um paralelo com a consciência budista e “Hipnose”, um híbrido entre o dub jamaicano, o rap e breakbeat.

Numa nota no website oficial do projeto, afirmaram: “A idéia foi misturar todos os ritmos, timbres e colagens. Começamos a mixar coisas bregas com coisas de vanguarda e colocar uma estética pop de um jeito lo-fi, por pura contradição”. Radiola Santa Rosa é um grupo musical que produz batidas, criando instrumentais e escrevendo rimas que traduzam, com liberdade, o espírito da dupla.

Os preços vão de R$5 (meia) a R$10 (inteira).

Radiola Santa Rosa e Mamelo Sound System – Dia 12 de maio (quinta-feira)
A partir das 21h30
Sesc Santos
Rua Conselheiro Ribas, 136 – Santos – SP
Tel: (13) 3227-5959

http://www.radiolasantarosa.com.br

Projeto carioca Cubus lança website oficial

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Entre projetos paralelos como o YoNoide, que revive dias nostálgicos com o movimento do ‘future funk’, a dupla carioca Cubus enfim lançou seu website oficial. Diego Mode e João Z, que formaram o projeto no início de 2003 e em 2004 lançaram o primeiro EP virtual, “Anti-Pop Art”, segue forte para a consolidação do trabalho com o espaço virtual próprio.

O intuito principal do projeto é realizar uma mistura de estilos dentro da música eletrônica, que segundo os próprios vão desde as texturas robóticas oitentistas até faixas mais agressivas de EBM e darkwave. Diferente do que fazem no YoNoide, por exemplo, com uma mistura bem humorada de electro, funk e experimentalismos. No Cubus, com resquícios do que ouvem, desde Depeche Mode, Front 242, Ladytron e Atari Teenage Riot, Diego e Z fizeram em sua estréia, o EP virtual, um apanhado de sete faixas, com dois remixes produzidos em colaboração com o produtor Bráulio Jorge.

Com erros e acertos, as canções permeiam todo o começo do projeto, assim como quando iniciaram o aprendizado nos programas de seqüência e de Home Studio. No novo website, a dupla já disponibilizou algumas fotos de apresentações ao vivo, a agenda de shows e vários MP3s, inclusive de todas as faixas do “Anti-Pop Art”. Além de synthpop, darkwave e EBM, o projeto aderiu ao electro, como na faixa do EP, “Blasé” e ao IDM em “O Construtor (Digital Core Mix)”. Recentemente disponibilizaram a mais nova faixa synthpop, “Quimera”.

Em nota no website, o duo diz que 2005 se apresenta como um ano promissor para o projeto. Além de apresentações que serão divulgadas na seção ‘shows’ (com direito a alguns comentários de Mode sobre como foi cada show), a dupla está se preparando para entrar em estúdio para gravar ainda novas faixas e em breve lançar o primeiro álbum do Cubus.

http://www.cubus.art.br


E no FiberOnline:
http://www.fiberonline.com.br/artista.php?id=1426

Muito cuidado na hora de baixar MP3. Tem um vírus à solta

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Quem costuma baixar música na Internet deverá redobrar a atenção em frente ao computador. Tudo porque mais um novo vírus, batizado de Nopir.B, ataca computadores que costumeiramente ou sempre acessam programas de download e os infectados perdem todos os arquivos em MP3 armazenados no equipamento. Desde o começo dessa semana, a notícia corre nos EUA e Inglaterra e já contaminou milhares de computadores. No Brasil, ainda não há nenhuma ocorrência oficial da presença do vírus.

A ‘minhoca’, como é chamada pejorativamente na Europa, teve origem na França e ataca somente quem viabiliza o formato de MP3 em seu próprio micro, segundo afirmou os pesquisadores de segurança da companhia de antivírus Sophos, na última sexta-feira, dia 23. Não é regra, mas quase sempre que o download acaba, em qualquer programa que faça o serviço, o Nopir.B é automaticamente adicionado e abre uma janela com um design que se assemelha a um programa de gravador de DVDs.

Os mais ingênuos aceitam as condições para baixar o que parece ser um programa normal, porém gratuito de cópia de DVDs. Quando a ‘minhoca’ é finalmente instalada, na hora ela apaga todos os arquivos de música e também extermina alguns programas essenciais do computador infectado. A Sophos disse também que acredita que o autor do vírus pode ser um combatente à pirataria musical.

O alvo do Nopir.B são pessoas que podem estar envolvidas com pirataria, mas o vírus indiscrimina entre criminosos verdadeiros e aqueles que legalmente conseguiram ter os seus próprios MP3s. “Seja de qualquer lado que você esteja em relação à pirataria virtual, não há dúvida sobre a natureza criminosa desse vírus, que foi feito também para causar grandes estragos no Windows dos computadores das pessoas”, disse Graham Cluley, consultor tecnológico da Sophos.



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