O DJ e produtor Marcelinho CIC é um dos talentos escolhidos para participar da final do 1º LG Music Festival, na categoria de música eletrônica.
A etapa eliminatória aconteceu no último sábado, dia 26/8, na casa de shows Claro Hall, no Rio. A performance de Marcelinho CIC nos picapes durou quinze minutos e foi ovacionada pelo público presente, além de conquistar o júri, formado por profissionais e jornalistas especializados.
A produção de Marcelinho já esteve no case de gente como Carl Cox, Valentino Kanzyani e Marco V, com a versão remix para “I Feel For You” de Chaka Kahn, um dos grandes clássicos das pistas dos anos 80. Seu nome passou a ganhar grande visibilidade principalmente por sua participação no line up do antológico Reveillon nas areias da Praia de Ipanema, onde tocou para mais de 1 milhão de pessoas.
A final do LG Music Festival acontece no dia 30 de setembro, no Credicard Hall, em São Paulo.
Confira algumas das produções de techno de Marcelinho CIC aqui no FiberOnline:
Surgido antes do “boom” do electroclash no começo da década, o Ladytron foi uma das bandas que soube com mais estilo resgatar e renovar a sonoridade eletrônica dos anos 80, misturando os synths analógicos da época com os métodos mais atuais de produção. Antes de aterrissar no país para um DJ set especial no D-Edge (1/9 em SP) e no Mary in Hell (2/9 em BH), Daniel Hunt, um dos integrantes da banda, respondeu algumas perguntas ao FiberOnline e confirmou a vinda do Ladytron para o Nokia Trends 2006.
1- O nome Ladytron foi inspirado por uma música do Roxy Music, certo? Você acha que o caminho natural para a música da banda hoje em dia é uma aproximação maior com o “glam rock”?
Eu não acho que o Ladytron vá algum dia se tornar “glam rock”, nós somos anti-excessos, na verdade. Está longe das nossas intenções, mas sim, “Ladytron” é uma música do Roxy Music e nós somos grandes fãs da banda, mas, pra ser honesto, não considero o Roxy Music “glam rock”. Talvez o visual deles no começo, e eles fizeram parte da cena, quando surgiram, mas eles não tem nada em comum com a grande parte daquela época.
Meu interesse no Roxy Music são as letras e as produções de Eno/Manzanerra *. Eu tive um encontro rápido com Bryan no ano passado, ele é o perfeito cavalheiro. Um verdadeiro profissional.
2- Como você vê a diferença entre os dois primeiros álbums e o novo, “Witching Hour”?
Eu acho que em “Witching Hour” as canções são melhores, a produção mais expansiva e trata-se de um trabalho mais coesa, nós sabíamos exatamente o que estávamos fazendo. O primeiro álbum mostra todas as idéias que estavam passando por nossas cabeças na época, colocadas em prática com um bom resultado. O segundo álbum foi uma tentativa de melhorarmos e refinarmos aquelas idéias. “Witching Hour” representa “nós”, fazendo exatamente o que estávamos querendo naquele momento, há dois anos e meio atrás, para progredir e mostrar o que somos capazes de fazer.
3- A maioria dos aspectos eletrônicos da música do Ladytron está mais relacionada com a sonoridade dos synths analógicos. O que você acha da crescente onda dos produtores de laptop (“laptop producers”, assim como são chamados lá fora)?
Bem, agora tudo pode ser replicado… quase tudo, mas você não consegue o mesmo caos e instabilidade de um MS20 emulado, ao contrário do original. Nós ainda temos fetiche por velhos synths analógicos, eles são tão táteis, mas não estamos mais presos a mais nada, gostamos de som, explorar som, e nós usaremos qualquer coisa que fará nossos ouvidos felizes. Por outro lado, eu acho que a coisa da produção em laptop bem legal. Nós usamos estas técnicas para compor, mas nós adicionamos o material realizado só no final. O lance do laptop permitiu fazer um monte de música que nunca teria sido feita sem isso, e eu acho que a qualidade está começando a crescer….como nos primeiros anos, pessoas concentradas muito na produção e não na música em si.
4-E como foi remixar o Blondie, você poderia nos contar como aconteceu? E você já tem idéia para onde vai direcionar o remix?
Fizemos os remixes há poucos meses, foram duas faixas. “Fade Away and Radiate” e “Hanging on the Telephone”. Eu optei pelo lado preciosista… em “Parallel Lines (segundo disco da banda, lançado em 77) é uma balada, mas eu quis que soasse como um single perdido do Blondie. Eu amei o resultado, foi uma grande honra ter sido escolhido para fazê-lo, e manipular aquelas velhas gravações pareceu arqueologia, esquisito, mas excitante. Eu amei. Espero que Debbie goste.
5- O álbum “Softcore Jukebox” causou um frisson entre na cena alternativa aqui em SP, especialmente por colocar juntos no mix nomes como The fall, My Bloody Valentine, New Fast Automatic Daffodils, Codex and Flexor e Seelenluft. Você pretende seguir esta linha eclética nos sets aqui no Brasil, novamente?
Claro, nós sempre tocamos deste jeito. Nós quatro discotecamos, e , se comparados, nossos sets são diferentes, mas o ponto em comum é que nós tentamos e conseguimos colocar os nossos próprios gostos e personalidade, aos invés de somente mixar as batidas. Fazer aquela compilação foi legal, esperamos fazer isto novamente. Claro que muita música tem sido lançada de três anos pra cá, desde que foi lançada, então nossos sets mudaram, mas ainda tocamos algumas daquelas faixas.
6- O Ladytron estará no Brasil no fim do ano. Você poderia adiantar alguma coisa em relação ao show?
Eu não estou certo que estamos oficialmente autorizados a anunciar isto, mas sim, nós deveremos estar por aí no final de novembro. Não posso dizer mais nada ;)
É muito comum as bandas internacionais comentarem que o público brasileiro é o mais caloroso, que a maneira como se manifesta é única. Talvez não seja muito normal uma banda eletrônica, partindo dessa premissa, acrescentar nos momentos finais de seu show mais meia-hora de músicas.
E foi isso que aconteceu na Underground Nation Party durante a apresentação do VNV Nation no Odyssey Clube, no sábado passado. Considerados os precursores do future pop, a dupla britânica esbanjou simpatia e, principalmente, muita energia.
A abertura para o VNV Nation ficou por conta da banda Os Pecadores, conhecida no circuito eletrônico alternativo pela performance exótica nos palcos, com suas letras que falam de temas religiosos e polêmicos como magia negra, quimbanda, e pedofilia, abordados com um senso de humor peculiar. Tudo isso envolvido por uma avalanche de bases eletrônicas programadas.
Logo após o ritual electro-pagão dos Pecadores, o público relativamente disperso se aproximou rapidamente do palco para ver a principal atração da noite. O “VNV”, maneira como foi oficialmente ovacionado, cobriu quase toda a sua discografia e incluiu também faixas do último disco, que flerta sutilmente com timbres menos sintéticos e se desvia um pouco do 4×4 da maioria de suas músicas.
“Epicentre” e “Gênesis”, dois dos principais estandartes do future pop, foram responsáveis pelos momentos de maior interação entre banda e público, com direito a refrão cantado em uníssono. Não é a toa que no final do show havia pessoas praticamente afônicas (eu, inclusive).
O emotivo Ronan aproveitou alguns intervalos para contar “causos” engraçados sobre o fato das pessoas associarem o VNV Nation à cena gótica e darkwave e de confundí-los, na maioria das vezes, como uma banda alemã ( Ronan é irlandês e Mark, o baterista, nasceu na Inglaterra).
A vinda do VNV Nation ao Brasil poderia ter sido um evento perfeito para unir diferentes tribos da música eletrônica, de apreciadores do industrial aos technoheads, passando pelos fãs de trance em suas diversas modalidades, uma vez que a banda assimilou, de uma maneira pessoal, elementos de todos estes estilos em sua música, ao longo de mais de uma década.
Escrito em
29/08/06 por
Redacao em
Notícias |
Comments Off
A terceira edição do festival Campari Rock traz em seu line up duas festejadas bandas do electro rock brasileiro, além dos suecos do Cardigans e de uma das principais referências do pós-punk britânico, o lendário Gang of Four.
O Montage tem sido apontado pela imprensa brasileira como “ a nova sensação” da música brasileira alternativa, principalmente pela performance visceral do vocalista Daniel Peixoto, que mistura androginia e atitude punk no palco.
O Digitaria retorna de sua turnê européia, em que divulgaram o elogiado CD de estréia, que leva o nome da banda e foi lançado no início do ano numa parceria entre o selo Lado Z e o International DJs Gigolô, responsável pela renovação do electro na Europa. O quarteto mineiro cobriu diferentes países como Alemanha, Áustria, Espanha, Inglaterra e Polônia, junto com a Gigolô International Party.
Ambas as bandas abrem o festival, cada uma em uma capital diferente.Em São Paulo será o Montage e em Belo Horizonte, o Digitaria. Em Florianópolis, as bandas locais Samambaia e Tijuqueira fazem as honras.
Realizado pela Circuito Produções Artísticas, a edição “na estrada” do festival acontece em três capitais diferentes: São Paulo (6/9), Florianópolis (7/9) e Belo Horizonte (9/9). O Campari Rock é realizado pela Circuito Produções Artísticas e trouxe nomes como Supergrass, Mission Of Bhurma e Fixmer&Mcarthy em sua edição anterior, que aconteceu em abril de 2006.
Onde: Via Funchal Rua Funchal, 65 Quando: dia 6/9 – a partir das 21 h Info: 11-3089-6999 e 38974456 Ingressos: R$100 (inteira), R$ 50,00 (meia) R$ 140,00 (mezzanino) e R$ 180,00 (camarote)
Em Florianópolis:
Onde: Ilha dos Cascaes Rodovia Vereador Onildo Lemos, 2505 – Costão do Santinho Quando: dia 8/9 – a aprtir das 23 h Info: 48-32241392 e 32611554(Nilson)
Em Belo Horizonte:
Onde: Chevrolet Hall Av. Nossa Sra. Do Carmo, 230 – Savassi Quando: 9/9 – a partir das 21 h Info: 31-32098989
Pedro Angeli já acumula alguns projetos em sua bagagem musical, que teve início com o new metal e depois se enveredou para caminhos mais eletrônicos, sem perder o peso que caracteriza sua produção. Em entrevista ao FiberOnline, Pedro fala de seus diferentes projetos e conta as novidades
1-Você tem um background de rock pesado que vem de longe. Como foi a guinada para a música eletrônica?
Eu tocava bateria em uma banda de New Metal e começamos a querer botar elementos eletrônicos nas músicas. Coloquei a idéia em prática e goastei do resultado, até que troquei a bateria por um computador e não parei mais.
2-Evil Sounds Drinks, Stagnados e agora Pratik. Qual a necessidade de criar novos alter egos e qual a diferença que você vê entre os seus projetos?
Bom… o Evil Soundz era um projeto de electro que eu tinha e que não existe mais, o Stagnados é o projeto que tenho com o Flávio Gondim, que é voltado para o techno e hard techno. Para não ficar parecendo dupla sertaneja ( Flavio & Pedro ) nós pusemos esse nome. O Pratik é um nome que inventei para lançar músicas diferentes das que eu costumo produzir e tem o Pedro Angeli & Roberta Prata que é o meu live p.a. de electro, minimal e techno com vocais da Roberta.
3-Quantas horas em média, por semana, você tem passado em frente ao computador fazendo música?
Eu e o Flávio Gondim montamos um estudio na minha casa e estamos trabalhando 10h por dia produzindo ringtones, fazendo soundesign para curtas e comerciais e principalmente trabalhando nossas músicas. Fora isso eu tenho insônia, então fico no estúdio até altas horas.
4-Conte um pouco para nós como é o seu ambiente de produção, o seu processo de produção e os recursos que você tem utilizado. Então… eu tenho um modesto estúdio em casa com umas caixas legais, isolamento quase perfeito e eu produzo no Ableton live, Reason e Protools, com plug-ins da Waves, que tem ótimos compressores e EQs. As vezes uso minha TB-303, mas não gosto muito de equipamentos analógicos.
5- O que você tem escutado ultimamente?
Tenho escutado bastante Minimal, Timo Maas, Speedy J, Tiga, The Hacker…
6- E na sua discoteca tem espaço para climas musicais mais amenos?
Claro, eu gosto muito de Tricky, Mendeski, Martin & Wood, Portishead…
7- Daria para adiantar para nós quais são as novidades, o que está prá acontecer no seu trabalho?
A novidade é que eu e a Roberta Prata fomos contratados pela agencia Clunk Djs que tem vários Djs legais no cast. Novidades no www.clunkdjs.net
Escrito em
28/08/06 por
Redacao em
Notícias |
Comments Off