Alec Araújo (3PLUS) é considerado um dos melhores DJs de música eletrônica da cena gaúcha e sua produção está presente em compilações assinadas por tops como Spitfire e Fabrício Peçanha. Saiba porque este ano foi excepcionalmente promissor para este respeitado DJ e produtor, em entrevista ao FiberOnline.
1-O que te levou a partir para a produção de música eletrônica?
Aqui no Rio Grande do Sul as coisas começaram a “crescer” nesse ponto quando o Philip (Braunstein) começou o seu live PA. No começo eu notava que as pessoas estranhavam mesmo, não sabiam muito sobre a importância que um live PA significava na época…E o Upperfix (primeiro live do Philip) era muito bom. Identidade musical fantástica e groove o tempo todo… Isso me encantou. O fato de poder tocar um set inteiro de criações somente minhas me deixou muito confiante para começar a produzir.
2-E quais foram as suas principais referências?
Anderson Noise, Elton D, Philip e o Renato Cohen. Eu os considero ótimos artistas e 3 deles são meus colegas de agência. Todos são DJs completos, e excelentes seres humanos…e tinham muito à ensinar para pessoas como eu. Sempre estive disposto a me informar mais e a aprender com DJs como eles, aprender com o que eles faziam, como funcionava. Tudo isso contribuiu muito para o que realizo hoje.
3-Que equipamentos e softwares você têm usado?
Uso o Ableton Live, acompanhado de 01 controlador MIDI da M-Audio e dois monitores profissionais para studio Behringer B2031A.
4-Me fale um pouco sobre o seu processo de criação.
Pra mim funciona de maneira bem interessante: posso ficar uma semana sem produzir e depois sentar no estúdio e fazer em algumas horas duas faixas. A música acontece pra mim, pode ser no café da manhã ou antes do almoço, ou até mesmo quando estou tomando uma ducha…É mágico e bonito, ao mesmo tempo.
5- Já têm surgido convites para você se apresentar no formato live PA?
Já sim…O live significa muita preparação para que tudo saia do jeito imaginado…Eu já tenho todo o primeiro esboço do que será o meu live. Por enquanto, só estudos e testes mesmo mas, acredito que daqui a alguns meses teremos noticias da primeira apresentação e onde será.
6-Uma de suas produções é atualmente o “som” da marca Diadora. Como surgiu a oportunidade para participar deste projeto?
O Neni Maia (Diadora / RS) é um grande admirador de meu trabalho. Certa vez nos encontramos em uma de minhas apresentações e ele falou do interesse em que eu produzisse músicas com a cara da Diadora, ambas para serem colocadas no site que já estava em construção pelo pessoal da Plan Marketing Digital. Uma das faixas se chama “My Breeze” e a outra “One Day in Your Heaven”, ambas “unreleased”. Fiquei muito contente com os resultados…o melhor foi saber que o pessoal deles também achou o mesmo.
7-Recentemente ficamos sabendo que você é um dos produtores que fazem parte da compilação “Offbeat Music 001- Music of the Spheres”. Comente um pouco sobre a sua faixa.
A faixa “Super Candy Bleep” foi a selecionada. Ela é uma track “pra cima”, energética, hipnótica e pulsante. Contém elementos que a tornam diferente e especial.
8- Com tudo isso acontecendo, existem novidades e novos projetos em vista?
Tem bastante coisas acontecendo e pra acontecer. Seria difícil falar de tudo mesmo, mas uma novidade é que duas outras produções (“Sweet Love” e “My Pistache”) sairão em uma coletânea mixada pelo Michel Palazzo (URBR Records) na Europa até novembro, na revista Dance Club, de Portugal. Participar com uma faixa já foi muito bom. Quando fiquei sabendo que havia emplacado duas ,ao invés de uma, fiquei duplamente contente e agradecido ao Michel, novamente pela oportunidade. A “Sweet Love” está ganhando um remix de um grande DJ,que é faz parte do playlist de Hernan Catanneo, Sasha e John Digweed, o Elias Tzikas (www.eliastzikas.com), e ganhou suporte de DJs como Fabrício Peçanha , Guy Gerber, Mozart M. Riggi, Fabiano Veppo, Julio Torres, Chris Nightshake, André Sarate e do próprio Elias. A “My Pistache”, quando a enviei ao Julio Torres, foi convidada para ser o release nº1 do label dele, o Chakabum Records.
Com uma programação diversificada que incluiu estilos como o jazz, o rock e o pop, foi a música eletrônica que brilhou (literalmente) com o show do Daft Punk no Tom Brasil, que aconteceu no domingo, dia 29/10.
O show da dupla francesa contou com uma parafernália de iluminação complexa que causou efeito arrebatador sobre o público, num espetáculo de cores transmitidas pelas pequenas lâmpadas que faziam parte da intrincada estrutura montada no palco, em forma de pirâmide.
As cinco notas que tornaram célebre o tema de “Contatos imediatos do terceiro Grau” fizeram da introdução do show do Daft Punk um momento empolgante, que foi seguido por “Robot Rock”, uma das faixas do álbum “Human After All”, de 2005.
Com os rostos imersos em suas máscaras robóticas, Guy Homem de Christo e Thomas Bangalter desfilaram uma sequência de sucessos que passou pelos três álbuns da dupla, como “Aerodynamic”, “Technologic” e a clássica “da Funk”, além dos sucessos “Around the World” e “ One More Time”, que contaram com bases remixadas.
O encerramento do show com “Human After All” foi emocionante e fez o público lembrar que, mesmo por baixo das máscaras lustrosas e da estrutura futurista montada no palco, o Daft Punk é feito de carne e osso.
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Concentradas principalmente entre o Tim Festival e o Helvetia Eletronic Music Fest, são mais de 50 atrações eletrônicas de peso que se apresentam neste final de semana entre discotecagens, lives e shows.
O Tim Festival, que acontece simultaneamente no Rio de Janeiro, São Paulo e Vitória nos dias 27, 28 e 29 de outubro, e em Curitiba, no dia 31, propõe um line up eletrônico eclético com grandes atrações como a dupla francesa que revolucionou a dance music, o Daft Punk, os alemães do Booka Shade, que praticam a chamada “intelligent house music” e os americanos do Thievery Corporation, com suas aventuras étnicas ao redor das batidas do downtempo.
O peso eletrônico vem das mixagesns de Jason Forrest, do casal de DJs Pet Duo ( referência no hard techno nacional) e de Camilo Rocha, que ultimamente tem se destacado entre os DJs de breakbeat.
O hip hop é representado por dois grandes nomes que vem contribuíndo para a renovação do estilo: Beastie Boys e DJ Shadow.
Enquanto isso, o Helvetia Eletronic Music Fest promove um mega evento que reúne clubes de peso como o Sirena, Zenith, Anzuclub, D-Edge e o núcleo Circuito de festas eletrônicas.
O line-up conta com atrações internacionais como Satoshie Tomie, Áudio Bullys, Armand van Helden, D-Nox&Beckers, Xerox& Ilummination e Agnelli& Nelson, entre outras. A maior parte da programação é formada por grandes talentos nacionais. Alguns deles já fizeram parte da programação dos principais festivais eletrônicos e casas noturnas do Brasil e do exterior como Murphy (um dos principais destaques da Love Parade alemã deste ano) e Anderson Noise, que firmou seu nome no fabuloso Womb, no Japão, além de Mau Mau, Wrecked Machines, Ferris, Renato Lopes, Paulo Boghosian e Carlo Dallanese, apenas para citar alguns.
Confira o line-up do TIM Festival e do Helvetia Eletronic Music Fest nos links abaixo:
O talento feminino na arte da discotecagem está muito bem representado no Toshiba Planet Cool Awards pela DJ Aninha, residente do Warung Beach Club (SC), um dos principais templos da música eletrônica mundial.
Realizado pela Cool Magazine desde 2000, o Toshiba Planet Cool Awards é a maior premiação do entretenimento nacional e inclui 26 categorias em sua votação, entre música, moda, clubes e outras.
Aninha, que se apresentou na edição de 2006 do Skol Beats e voltou recentemente de uma bem sucedida turnê européia, concorre à categoria de DJ revelação ao lado de Ale Reis, Daniel Kuhnen, Edgar Fontes, Gui Boratto e Jackson Araújo.
Além do carisma da DJ nos picapes, ela tem explorado suas influências eletrônicas também na produção musical com o projeto Finandah!, que você poderá baixar aqui no FiberOnline.
Acaba de ser divulgado o resultado da votação mais importante do mundo na dance music. Foram mais de 200.000 pessoas que votaram no TOP100 da revista inglesa DJ Mag.
Entre os 100 melhores DJs de diversas categorias como techno, trance, house e electro, foram eleitos, pela primeira vez, os DJs e produtores Wreched Machines (Gabe) e Anderson Noise.
Venerado principalmente no circuito de raves e festivais eletrônicos, o Wrecked Machines foi um dos destaques da tenda Tribe da edição de 2006 do Skol Beats e alcançou o 55º posto na votação.
Anderson Noise é considerado um dos grandes nomes do techno brasileiro e também um dos mais respeitados no exterior. O DJ mineiro ocupa o 79º posto.
Esta foi a maior votação registrada pela DJ Mag, que contou com o maior número de votos vindos dos Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha. A pesquisa divulgou que houve um crescimento considerável nos votos vindos do Brasil, Israel e Canadá.
Os cinco primeiros lugares foram ocupados por Paul van Dyk, que pela segunda vez consecutiva ficou em 1º lugar, Armin van Burren, Tiesto, Cristopher Lawrence e DJ Dan, considerado atualmente o melhor DJ de house da América do Norte.
Confira a produção de Wrecked Machines aqui no FiberOnline: