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Arquivo para novembro/2006

Automan está entre o primeiro escalão da produção eletrônica brasileira para as pistas

automan1.jpg O músico, DJ e produtor Manoel Vanni é mais conhecido pelo projeto eletrônico M4J, ao lado de Franco Jr., Marcel SK e Mau Mau, que resultou num ousado intercâmbio entre os elementos musicais da cultura regional brasileira com a música eletrônica mundial.

Ele assume agora o seu novo projeto, que também dá nome ao álbum de estréia. O CD “Automan” acaba de sair do forno pela Lua Music e teve o projeto visual desenvolvido pela Fiber Interactive.

 “Automan” resgata as influências originais do techno e renova sua sonoridade com timbres atuais, além de assimilar de maneira inteligente o electro e a house, sem cair em armadilhas tendenciosas.

A faixa “Birds” abre o álbum e agrega ao techno uma sonoridade progressiva ao filtrar acordes loopados e tocados junto à pads atmosféricos e futuristas.

A linha de baixo enxuta e funkeada de “Funky Robot” remete ao ambiente esfumaçado dos delirantes after hours do Hell´s Club, comandados por Mau Mau, um de seus parceiros no M4J.

Em “Hospital Killer”, optou por uma sonoridade mais “dark”, com freqüências graves e melodia sombria amalgamada à bleeps que entram e saem da música.

 “It´s to Dance” abraça o  minimal e o electro e é uma boa prova de que  construções simples e a presença de timbres vintage bem trabalhados podem  maximizar o resultado numa pista de dança.

“Thanx Mum (Miss You)” foi especialmente dedicada a sua mãe (que faleceu recentemente) e utiliza pads atmosféricos para revelar um lado melódico de extrema beleza e pulsante, ao mesmo tempo. Este aspecto também está presente em “Two Months Later”, que  encerra “Automan” com um techouse de progressões melódicas muito bem desenvolvidas.

Conheça um pouco da história do Neon Judgment

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Neon Judgement foi uma daquelas bandas que começou de forma despretensiosa, mas que acidentalmente acabou se tornando uma grande influência por gerações. Uma banda que tinha como maior objetivo conseguir lançar um LP. Partiram para a formação de apenas synth e guitarra meramente pela praticidade. Um belo dia os dois membros principais, Dirk Dadavo e TB Frank se cansaram de ter problemas com outros membros e ao ver que as coisas não saíam do lugar, simplesmente dispensaram todos os demais. Maravilhados com as possibilidades de autonomia que fazer música com sintetizadores trouxe no começo dos 80, resolveram fazer música apenas os dois. Ao serem perguntados sobre o estilo que pretendiam seguir quando começaram a fazer música, a resposta foi bem simples: nenhum, apenas queriam ter uma banda, como quase todos jovens daquela época. A banda na verdade não se considera como sendo EBM, nem gótica, apenas um pop mais sombrio. Confirmando que gravadoras como a “Play it again, Sam!” e  a “Antler Rercords” pegaram carona no sucesso do Front 242 que inventou o nome EBM e venderam todas suas outras bandas que se utilizavam de sintetizadores mais do que outros instrumentos como EBM. Porém essa ingenuidade juvenil custou caro à banda, que teve problemas contratuais com a gravadora belga “Play it again, Sam!”, mas nos dias atuais essa questão contratual está resolvida. Frank disse preferir não comentar a respeito disso, pois ele já dirige um Jaguar e tudo vai bem em sua opinião.


Muitas vezes temos idéias fantasiosas sobre como surgem as bandas, seguindo influências de outras bandas que parecem mágicas, ou algo assim. No caso do Neon Judgement não houve grandes influências, eles se consideravam apenas jovens normais de suas épocas, que curtiam disco e Pink Floyd nos anos 70 e ouviram o boom da música eletrônica no começo dos anos 80, e aparentemente por acaso, fizeram parte dele. Essa influência se estendeu até os dias de hoje, quando questionados quanto à onda de remixes, eles disseram gostar de alguns resultados e contaram que não procuraram ninguém para fazer os remixes. Todos os produtores apareceram por conta própria se oferecendo para a tarefa. Uma prova da influência que a música eletrônica dos anos 80 teve sobre nomes da música eletrônica atual tais como Terence Fixmer, Tiga e The Hacker. Como ressalva, Frank disse que os remixes devem conter algo da música original e não serem algo totalmente novo.


Falando sobre projetos futuros, a banda não tem planos de lançar novo material nos próximos anos. De acordo com Frank eles ainda lucram com o material dos anos 80. Mas a possibilidade de outro Box Set surgir ainda é cogitada. Dirk disse que a idéia original do Box era que ele tivesse um CD com as músicas mais pesadas e outro com as mais melódicas.


Para quem quer conhecer a banda, a melhor forma de se começar é recorrer aos CDs “The First Judgements” e “General Pain & Major Disease”. First Judgements é uma seleção das músicas que foram lançadas nos singles da primeira metade da década de 80; General Pain é um best of incluindo faixas da fase inicial e dos dois primeiros álbuns da banda Mafu Cage e Horny as Hell

Harry fez show inesquecível no Centro Cultural São Paulo

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O mesmo palco que recebeu o Harry há mais de uma década no Centro Cultural São Paulo foi o cenário perfeito para o inesquecível show que aconteceu neste último domingo, em comemoração aos 21 anos  de existência da banda.


A chuva forte e persistente atrapalhou grande parte dos eventos legais que aconteceram no final de semana, mas os fãs que estiveram presentes no CCSP se deleitaram com uma apresentação de aproximadamente uma hora e meia.


A acústica da sala Adoniran Barbosa estava impecável e segurou bem o peso do som, tamanha a vibração emanada pelo piso do local. A versão ao vivo de “Genebra” e “Morbid” foram bons exemplos, com seus kickdrums eletrônicos e marcantes.

Os primeiros instantes do show foram introduzidos por uma colagem eletrônica experimental feita por Verta e pelos pads atmosféricos tocados por Johnsson, até culminar com os sequencers de introdução da versão ao vivo “Lycanthropia”, um dos clássicos do álbum “Fairy Tales”.


Músicas nunca antes tocadas ao vivo pelo Harry como “Stories” e “Stephanie Jensten”, ambas do álbum “Vessel´s Town”, foram uma das grandes surpresas do setlist, que contou até com a cover de “Boad Poachers” do Steeleye Pan.


A programação original do show tinha seu encerramento com “Chemical Archives”, mas o pedido de bis foi inevitável. Enquanto Verta se despedia do público e ainda à frente de seu aparato eletrônico, as pessoas reivindicavam mais e afirmavam não arredarem o pé de lá. A banda se reuniu, ainda no palco, para decidir a música a ser tocada.


Para a surpresa geral, mais uma da safra das novas e inéditas. A escolhida foi “Soaring”, que lembrou o Harry nos melhores momentos de Vessel´s Town, num perfeito equilíbrio entre o rock e a música eletrônica. Não adiantou a banda agradecer e se despedir. O público exigiu mais uma música.


Após uma pausa de dois minutos para eventuais acertos, a banda encerrou o show com uma versão extendida de “Phoenix”, para a completa satisfação dos presentes.   


Confira abaixo o setlist completo do show:


Intro
Lycanthropia
Hardness
Judas
Silent Telephone
Morbid
You Have Gone Wrong
Emotional Spasms
Stephanie Jensten
Boad Poachers
Stories
Little Girl
Genebra
Songs of Metal and Flkesh
Chemical Archives
Soaring
Phoenix

Saiba mais sobre o Harry: www.harrynet.com.br

Overmundo disponibiliza ferramenta para mixagens e colaborações on-line

fiber_news_22112006.jpg Overmixter é o resultado da parceria entre o site Overmundo e a ferramenta online ccMixter. A plataforma permite intervenções musicais colaborativas por intermédio da web.



Diversas amostras e remixes estão disponíveis para download e intervenção, tanto do banco de dados do Overmixter quanto de parceiros. Qualquer produtor ou curioso (com pouco de habilidade, claro) interessado pode mixar, remixar e recriar músicas on-line. Utilizam como base licenças Creative Commons, uma forma legal de disponibilzar músicas na web, controlado o direito de uso das mesmas.


A ferramenta está no seu inicio, mas conta com gente como BNegão, Apollo 9, DJ Dolores, entre outros. Falta uma participação maior de produtores de música eletrônica que ainda não descobriu como o universo do Overmundo pode ser útil na propagação de seus trabalhos.


Para saber mais, comece pelo target=_blank>FAQ do Overmixter .

Manoel Vanni celebra seu “Automan” no D-Edge

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Seu nome está associado à música eletrônica brasileira desde do começo da década de 90. Manoel Vanni produz compulsivamente e seus projetos vêm ganhando cada vez mais atenção dos DJs internacionais, como foi o caso do M4J (ao lado do Mau Mau), que caiu nas graças de Carl Cox.

Seu novo projeto, Automan, traz um techno híbrido que flerta com electro e house. O CD homônimo, lançando pelo selo do próprio Manoel, Tropic Records, traz 11 faixas que serão apresentadas pela primeira vez ao vivo no D-Edge, sábado  dentro do projeto Mothership.


Em breve o CD estará a venda na FiberShop (www.fibershop.com.br). E uma outra “Fiber” tem um envolvimento direto com esse trabalho. O  braço interativo, Fiber Interactive (www.fiberinteractive.com.br) é responsável pela arte de “Automan”.


O álbum é distribuído no Brasil pela Lua Music (www.luamusic.com.br).

Serviço
Mothership
Na madrugada de sábado pra domingo, 19/11, a meia-noite
Promoters: Marcio Techjun e China
Hosts: Luma Assis e JJ Davies
DJs: Marcio Techjun / Manoel Vanni / Mau Mau
D-Edge Al. Olga, 170 – Barra Funda – (ao lado do Memorial da América Latina)
Telefax: 11 3666 9022 – Entrada: R$30 – www.d-edge.com.br

Saiba mais sobre “Automan” em www.tropicrecords.com.br
ou www.myspace.com/djvanni



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