Os empresários Rubens Peterlongo, ex-proprietário dos clubes Jive, Moai e Black Box, juntamente com o químico, jornalista e consultor técnico Niki Nixon inovaram na área de cursos de produção de música eletrônica. São eles os idealizadores e fundadores da Trackers www.trackers.cx, uma escola recém inaugurada no centro de São Paulo que utiliza apenas softwares livres e de código aberto para tornar a produção de música eletrônica acessível a todas as pessoas interessadas, e que nem sempre tem condições de comprar um software gringo, além da procura por esse tipo de curso estar cada vez maior. O nome da escola foi inspirada nos primeiros programas de produção musical, criados por alguns hackers europeus no final dos anos 80, e as matrículas já estão abertas para os cursos de produção freeware, como o Buzz e o editor de samples multipista Audacity.
Os cursos são dados em salas acusticamente isoladas e contam com o sistema dodecaedro omdirecional, que é constituído por 12 auto- falantes dispostos na forma de um dodecaedro, o que faz com que o som se propague da mesma forma por todo o ambiente. Além das aulas normais, os alunos também poderão participar de workshops sobre Live P.A. ministrados pelo DJ e produtor Alex Strunz, do projeto Vector Commander, que foi uma das atrações da segunda edição do Machina Redux.
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31/07/07 por
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Uma das personalidades mais marcantes do underground paulistano nos anos 80, a diva transexual Claudia Wonder se juntou à dupla The Laptop Boys, formada por Godoy Jr e Panais Bouki (ex- Vis-a-Vis e D1G1GARD3N) e lança pela Lua Music um CD que investe pesado no electro e suas variantes, ao mesmo tempo que destaca o senso de humor “nonsense” que se tornou a registrada de Claudia desde o início dos anos 80. “FunkyDiscoFashion” traz 11 faixas inéditas, o backing vocal de Paula Preta e Adriana Pires (Fulerô o Esquema), dois remixes, uma versão eletrônica de Besame Mucho e um desfile de frases e citações inteligentes, provocantes e envolvidas por uma atmosfera de deboche e sarcasmo, mesmo quando abordam temas considerados contundentes como transexualidade, prostituição e drogas. “Atendimento” abre o CD com tudo isso que foi mencionado acima e uma referência nítida ao electro, em sua manifestação mais “clash”. “Mulher do Balcão” traz uma das letras mais divertidas de “FunkyDiscoFashion”, com baixão funk e passagens dinâmicas que lembram o Daft Punk dos primeiros álbuns. A faixa título vem com introdução filtrada e um apelo disco moderno – numa fusão de “french touch”, space disco e as novas sonoridades distorcidas do electro – e segue com o mantra que reúne três importantes fundamentos da vida noturna dos centros cosmopolitas: o funk (como referência primordial para a dance music), a disco (que remete ao glamour, excentricidades e excessos dos idos anos 70) e o fashion (que sempre esteve ligado aos movimentos mais importantes dentro do universo da música pop).
Em “Funk da Frigida”, as bases eletrônicas são caprichadas por colagens interessantes para reforçar o groove e traz a mesma entonação sardônica de companheiros de “cena” como os rapazes do Multiplex. O momento mais surreal e “nonsense” fica por conta da impagável “Ursinho Misterioso”, que conta a história do nada inocente mamífero aficionado por “doces de padaria” (seria uma alusão à substância química e ilícita que tem estampado sorrisos nos rostos dos clubbers e ravers nas últimas décadas?), que encontra o seu novo parceiro numa rave mata adentro. Juntos, trocam doces e estrelas (opa, por que será quer não consigo dissociar a mensagem à cena psicodélica de hoje e de tempos atrás)? O CD também reserva espaço para balada (“Bla Bla Bla”), com instrumental que lembra produções de technopop radiofônicas dos anos 80, uma versão electro-orgânica para o derradeiro clássico “Besame Mucho” (com direito a citação para “Lies” dos Thompson Twins”) e remixes para “Atendimento” e “Mulher do Balcão”. “FunkyDiscoFashion” encerra com o alarde de sirenes policiais que anunciam “Travesti”, faixa em que Claudia assume o seu lado punk, andrógino e avesso à hipocrisias (mesmo que com um fundo romântico). Letras como “não me chame de madame, sem saber o que diz, eu não sou uma dama, eu sou travesti” ou “sou assim de dia, sou assim de noite;travesti do teu amor, travesti do teu açoite” talvez não cairiam no gosto popular das rádios e da maioria dos clubes mais comuns. Mas são frases que o público que tem ido aos últimos shows de Claudia tem adorado escutar.
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31/07/07 por
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A quarta edição da Silver Tape foi marcada por contrapontos climáticos e sonoros, o que contribuiu para uma atmosfera eclética e festiva no aconchegante Audio Delicatessen.
Lá fora os termômetros marcavam 8° C, enquanto na pista a temperatura esquentava com a discotecagem de Eneas Neto, que fez um set original e repleto de novidades. Alguns hits estiveram presentes, mas em versões que direcionavam os elementos originais para patamares ainda mais sintéticos e não menos dançantes, como o remix de Oliver Huntemann para “Do it Again” dos Chemical Brothers.
Para mostrar um panorama da atual produção eletrônica para as pistas, com seus novos timbres e quoeficientes equilibrados de inteligência e groove, Eneas animou a pista com ”Quipa” de Eyerer&Namito, “Can You Relate” de Samuel L. Session e o deep electro do Kolleltiv Turmstrasse.
Em seguida o DJ Edu Corelli pontuou o som com ecletismo e um pezão na house. Ele resgatou seus vinis que marcaram sua passagem pela cabine de diferentes clubes como Sra. Kravitz e Massivo e resgatou a sonoridade mais intensa de selos como o Strickly Rhythm, Source e Yoshitoshi, misturados aos lançamentos que acabaram de chegar às prateleiras das DJ Shops internacionais como o novo trabalho de Roisin Murphy (Moloko), num remix assinado por Kris Menace, que traz nítidas influências da disco music.
Os presentes notaram uma figura feminina debruçada do lado de fora da cabine de som no finalzinho do set de Corelli. Aos primeiros acordes do Mini Korg do DJ/produtor Superputo, a esguia Madame Mim saltou para a pista e fez uma apresentação divertida e provocante, com músicas em inglês e espanhol que farão parte de seu segundo álbum (com previsão para lançamento em agosto pela Lua Music).
No clímax do live, Madame Mim já estava parcialmente nua, possuída e se contorcendo no centro da pista, como se fosse a protagonista de uma versão nova de “O Exorcista”, só que filmada sob um globo espelhado e tendo como vítima o público boqueaberto com a sua performance.
Confira abaixo o setlist completo do live de Madame Mim na Silver Tape e a galeria de fotos da noite:
“Helado de Limón”
“Caca Culo Pedo Pis”
“Chikas”
“Corazón Apretado”
“Electric Kool Aid”
“Bla Bla Bla”
“Papa Destroy”
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30/07/07 por
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Todo DJ/produtor que se preza sempre almeja montar seu home studio. Discos empilhados, picapes, CDJs, computadores, mixers, mesas de som, tudo isso e muito mais faz parte sonhos dessa turma.
Poucos afortunados tem a sorte (e o dinheiro) de conseguir montar um home studio de primeira, com equipamentos que invejam qualquer um e decoração de deixar o queixo caído, seja pelo bom gosto ou pela bagunça. Mas é no meio de todo esse clima que surgem várias das músicas que nos embalam nas pistas.
Alguns DJs alemães, de nomes fortes na cena eletrônica mundial há anos, mostraram seus ambientes de trabalho aos curiosos de plantão. Entre eles, Sven Väth e Ricardo Villalobos mostraram seu lado minimalista (que vai além das pistas) em decorar seus lares, com móveis de extremo bom gosto. Em contrapartida, Lawrence e sua sala de estar underground e bagunçada e Ali Schwarz tem sua coleção inúmera de vinis espalhados por todos os cantos.
Depois de tempos tentando aterrisar em terras brasileiras, finalmente o alemão Martin Eyerer se apresentou ontem à noite no projeto Moving, dos promoters Anna Biazin e Diogo Accioly, que acontece às quintas no D-Edge.
Quem abriu a noite, foi a dupla Cesinha vs. Felzener, com um som bastante diverso, entre electro e minimal, já aquecendo as turbinas para o que viria a seguir.
Na seqüencia, Fabiano Zorzan aka Propulse tomou conta dos picapes com um som que magnetizou a todos, de um vibe sempre pra cima.
Tocou, entre músicas de outros produtores, algumas de suas faixas que podem ser conferidas no CD “Infrasom” que foi lançado em junho e que está agora na promoção do site FiberOnline.
Martin Eyerer, dono dos selos Kling Klong e Session Deluxe, entrou por volta das 2h30 da manhã e, usando seu Final Scratch, fez um set inspirador bem underground, passeando pelo electro e flertando bastante com um minimal, hora mais seco, outra mais grooveado. Assobiando e pedindo sempre o retorno da pista, ele não deixou ninguém parado. E a pista respondia cada vez mais com gritinhos e mãos para o alto até as primeiras horas da manhã dessa sexta-feira.
Para saber um pouco mais sobre seu processo criativo e suas novidades, confira também a entrevista que o produtor cedeu para o FiberOnline.
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27/07/07 por
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