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Blog - Arquivo de 2009

Os maiores colecionadores de sintetizadores do mundo

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Na era da portabilidade e facilidades que a tecnologia musical oferece, falar dos sintetizadores em formato de hardware fica cada vez mais para ocasiões especiais.

Bem, este é um desses momentos onde englobamos cinco dos maiores colecionadores de sintetizadores do mundo. O produtor e músico Daniel Miller, dono da gravadora Mute, é um deles com a bagatela de 74 sintetizadores entre eles raridades como os Korgs MS10 (foto) e MS20. Aliás, numa entrevista que foi ao ar recentemente na TV britânica, para o programa "Synth Britannia" da BBC 4, Miller comentou que recentemente havia comprado no e-Bay o vocoder que o Kraftwerk usou na gravação de "Autobahn".  "O vocoder usado em "Autobahn" está para a música eletrônica assim como a Fender de Jimmy Hendrix,usada em "Purple Haze", está para o rock", concluiu o chefão da Mute Records.

Vince Clarke do Erasure e Yazoo - e por tabela uma espécie de "memorabillia" humana da Mute - detém mais de 110 sintetizadores. Entre eles estão vários Moogs, o  ARP Odyssey, Roland SH7, e synths da Casio. Martin Gore do Depeche Mode é outro que não abre mãos dos synths vintage e acumula vários como o Emulator (um dos primeiros samplers usados na música eletrônica), Moogs e Korgs, que levou para Los Angeles e Nova Iorque em enormes "cases" durante as gravações do álbum "The Sounds Of The Universe".

Brian Eno, um dos pais da música ambient não fica atrás e possui em seu acervo o PPG Wave 2.2, Mellotron, Mutron Phaser, Promars e  o Wasp, entre outras relíquias. O francês Jean Michel Jarre acumula mais de 98 sintetizadores como o raríssimo Fairlight (apenas cinco produzidos no mundo), ARP 2600 e muitos protótipos (que não foram produzidos em escala comercial) de marcas como Quasimidi (onde atua como consultor da marca na criação de timbres), Nordleads e Rolands.Os valores dessas belezinhas não param de subir e ainda são verdadeiros objetos de desejo de  muitos músicos.

Carl Cox e C1 reativam selo Intec

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O selo Intec, fundado em 1999 por Carl Cox (que há pouco esteve no país) e gerenciado pelo amigo, A&R  e também DJ/produtor C1 foi desativado em 2006. Foi o Intec que revelou ao mundo o som de Renato Cohen com o single "Pontapé", um achado de  Cox em terras brasileiras na época de sua primeira vinda ao Brasil.

Depois de um silêncio de três anos, Cox e C1 anunciam que o Intec está de volta e em busca de novos talentos da música eletrônica. O selo vai focar os seus lançamentos no segmento digital, no entanto as compilações assinadas por Carl Cox e C1 continuam também a sair no formato CD.

Gui Boratto lança CD mixado pela Renaissance

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O produtor paulista Gui Boratto teve um ótimo ano devido ao lançamento do elogiado "Take My Breath Away" pela Kompakt, além de figurar em cases de nomes como o Deep Dish e Tiefschwarz.

A gravadora inglesa Renaissance anuncia para 25 de janeiro de 2010 o lançamento de uma compilação mixada pelo brasileiro. Esta é a primeira vez que um artista nacional assina uma compilação mixada da marca.

Nomes como Hernan Cattaneo, Sasha, John Digweed, Satoshi Tommie, Dave Seaman e mais recentemente M.A.N.D.Y costumam figurar como protagonistas dos lançamentos da Renaissance. O formato da compilação será (seguindo a tradição) no formato duplo.

O produtor inglês Phil Kieran aterrisa em SP neste sábado

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Responsável pela trilha do filme “The Girlfriend Experience” (“Confissões de Uma Garota de Programa”), do diretor Steven Soderbergh, o britânico Phil Kieran também assina mais de 100 faixas por selos como Skint, Soma e NovaMute. Agora, vem ao Brasil para  lançar o  novo álbum "Shh" e mostrar porque é um dos nomes mais ecléticos do staff do selo alemão Cocoon. Kieran gosta tanto de variar em seu cardápio musical, que teve de criar mais três alteregos: Housebreaker, Pill Hearin e Plastic Pervert, além de uma boa uma leva de tracks , mas só agora   lança um disco com seu próprio nome.

Dub, reggae, hip hop e sonoridades do início dos anos 90 como a IDM estão pesentes em seu trabalho mais recente. Ele também assimilou sons orientados pelas décadas de  50 e 60, além de incluir guitarra elétrica e acústica combinada a teclados e vocalistas convidados.  Apesar da aparente mistura e de ser classificado como um disco de chill out, Phil vai muito além disso.

Também já criou uma banda de electro rock chamada "Alloy Mental"- que intercalava linhas de baixo típicas do pós-punk com a força tecnóide de um T.Raumschmiere. Apesar de trazer o mais puro techno ao clube D-edge neste sábado (05/12), em que tocará na noite Mothership com Marcio Techjun, suas influências prometem muito mais que um típico bate-estaca.

Mais informações:www.d-edge.com.br

Compre uma parte do Nine Inch Nails

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É verdade. Após anunciar o fim do bem sucedido Nine Inch Nails, Trent Reznor se casou e resolveu se livrar de boa parte dos equipamentos da banda. Especialmente os usados em suas últimas turnês.

Se você acessar a página do grupo no E-bay, poderá constatar que são muitos itens à venda.  São guitarras, cases, teclados, cabos, pedais, guitarras, e tudo o que você precisar para iniciar seu próprio projeto de rock industrial.

Reznor declarou que ele e seus ex-companheiros de banda não irão precisar mais de toda aquela parafernália, já que não tem planos para um retorno tão cedo. Junte sua grana, dê seu lance, e boa sorte.

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Assista o novo vídeo do Fever Ray - "Keep The Street Empty For Me"

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O projeto de Karin Elisabeth Dreijer Andersson (Fever Ray) provavelmente foi um dos que mais lançaram clipes ao longo do ano. Seguindo a estética sombria que permeia seus vídeos anteriores, o recente "Keep The Streets Empty For Me", não foge a regra.

Usando fotografia preto e branca e um ambiente suburbano de total abandono, essa pequena obra-prima nos transporta para um ambiente que lembra um sonho, e ao mesmo tempo, um pesadelo. A direção é da dupla Jens Klevje and Fabian Svensson.

[video:http://www.youtube.com/watch?v=jWFb5z3kUSQ

Fiber Classics: Paul Hardcastle - "19"

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O produtor Paul Hardcsatle, começou sua longa carreira no comecinho da década de 1980 lançando o elogiado single "Rain Forest" de 1984, que teve uma certa repercussão, e por aqui, até entrou na trilha sonora de uma conhecida novela da Rede Globo na época.

Seu maior sucesso no entanto, veio em 1985 com a faixa "19". Paul utilizou samples de um telejornal em que o narrador Peter Thomas falava sobre os horrores que  jovens passavam da guerra do Vietnã. De princípio, Thomas não gostou da ideia de ter sua voz sampleada numa música, mas, deu o braço a torcer e autorizou o uso.

Hardcastle teve sua música tocada por todo mundo e alcançou o primeiro lugar nas paradas europeias, além de virar um hit do electro tocado a exaustão pelos DJs de casas extintas como Rose Bom Bom e Madame Satã. Ele ainda atua na área musical e lançou neste ano um álbum chamado "Zero One".

[video:http://www.youtube.com/watch?v=b3LdMAqUMnM

 

Resenha: "Sub Existência", o álbum de estréia do Dubalizer

Dubalizer

O dub, estilo propagado mundialmente por mestres jamaicanos como King Tubby e Lee "Scratch" Perry no final décadade 1960, já foi assimilado na cultura da música pop brasileira por bandas de diferentes gerações -  com uma certa parcimônia e evidente aqui e alí em faixas específicas-, a exemplo do Paralamas do Sucesso, Cidade Negra, Chico Science e Nação Zumbi e O Rappa. O uso excessivo de delays e reverbs, a mixagem de sons ambientes e a cultura do remix a partir de faixas de reggae retrabalhadas com um tom mais viajante e espacial, que virou a  marca registrada dos cientistas de estúdio jamaicanos, vem ganhando cada vez mais adeptos no Brasil e aos poucos surgem bandas e projetos dedicados exclusivamente à produção de dub. Na ala da eletrônica, o Dubalizer alcançou recentemente um feito pioneiro, o de lançar seu álbum de estréia por um selo francês. "Sub Existência" ( o título/homenagem exprime bem o envolvimento do seu criador com o culto ao subgrave) é o fruto das experiências sônicas do DJ/produtor e engenheiro de som paulista Wagner Bagão e acabou de ser lançado pelo netlabel Fresh Poulp Records, dedicado exclusivamente ao dub e reggae.  

Dubalizer - Sub Existencia - FRONT  

Pela faixa de abertura  "Miseros Talentos"  já dá pra se ter uma clara idéia das intenções do álbum . Ela conta com os vocais pungentes de Dom Lampa em mensagens de conscientização social sem o ranso comum de clichês panfletários vindos das esferas da política. O que dá o tom aqui é o rap com um sotaque mais jamaicano que urbano. Na sequência e seguindo os preceitos fundamentais do dub, uma versão instrumental e remixada intitulada "Miseros Dub", com ênfase maior nos efeitos e nas linhas percussivas. "Cosmunidade" inclui synths elásticos e vozes sampleadas encobertas por uma bruma sonora. O uso do reverb cavernoso em determinados elementos percussivos na faixa colabora bastante para a massa sonora viajante epsicodélica, que é praticamente o que todo o fã de dub eletrônico espera. A chapação pode ser comparada às faixas mais "brisadas" do Dreadzone e do Zion Train, para quem começou a curtir o estilo na década passada. Em "O Tapa", as experimentações de Bagão incluem sons 8-bit com melodias inspiradas no Oriente Médio, que servem de base para a performance do MC Dom Lampa. Assim como em "Miseros Talentos", ela é seguida por uma versão "in dub" com os knobs dos efeitos posicionados bem mais pra direita, ou seja, avalanches de reverbs e delays pra derreter o labirinto e os miolos. "Abra Sua Mente" incorpora a percussão dos morros e conta com o talento vocal de Nell. A escolha dos timbres de synths e a maneira como as modulações foram feitas atribuem à faixa o famoso jargão "carro-chefe". O groove e a sonoridade do piano embalam com muita classe essa que pode ser considerada a faixa mais elaborada do álbum, aquela pra "inglês" ver, ouvir, não botar defeito e sair - nem que desengonçadamente - dançando pelas areias das praias jamaicanas, cariocas, ou pelo concreto das paisagens urbanas de Sampa. O elemento folclórico também está presente em "Ogum", introduzida por cânticos africanos e sintetizadores acidamente distorcidos. O batuque afro-bélico e clima apocalíptico que segue transportam a faixa para um patamar mais experimental (onde paira também a fantasmagórica "Dub is Electronic Music") e mostra a versatilidade de Bagão para construir ambiências de apelo e força sonora excepcionais. De lambuja, o álbum vem com dois remixes para os temas principais. "Abra Sua Mente" foi reelaborada pelo Tsunami Wazahari, que também integra o cast do Fresh Poulp, e "Miseros Talentos" recebeu uma ótima releitura pelo Stereo Dubs, projeto  de dancehall dos DJs e produtores LX e Leo Grijó. No perfil do Dubalizer aqui no FiberOnline você já pode baixar cinco faixas de "Sub Existência". E vida longa ao dub brazuca!

Diplo produz novas faixas para Robyn

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Em uma série de trocas de mensagens no Twitter nos últimos dias, Robyn e Diplo (foto) anunciaram que estão em estúdio trabalhando no novo álbum da cantora sueca , que costuma fazer um som baseado no electropop e participou no ano passado em uma faixa do último trabalho do Royksopp. No ano retrasado,  sua parceria com o produtor Kleerup em "With Every Heartbeat"  pôde ser escutada nas pistas do mundo inteiro.

Abaixo temos um vídeo que mostra os dois ouvindo uma das novas produções, em que eles testam algo muito similar ao dubstep. O disco tem previsão para ser finalizado no ano que vem, e só vai aparecer nas lojas, depois de 2013. Aguardem que será no mínimo, exótico.

[video:http://www.youtube.com/watch?v=Jb29NpjyyoU

Alex Metric veta David Guetta

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O DJ/produtor britânico Alex Metric não ficou lá muito feliz com certas indicações do próximo Grammy. No caso, ele deu uma bela alfinetada no super pop David Guetta, quando foi informado de suas cinco indicações na premiação.

Metric postou em seu twitter uma singela declaração sobre o fato: "Guetta indicado a cinco Grammys? Eles têm a categoria de "maior lixo do ano" pra ele?". Sim, o autor do bombado hit "When Love Takes Over"  não é totalmente querido pelos seus colegas de trabalho que o acusam de ter se tornado comercial demais nos últimos anos.

Em contrapartida, elogiou os franceses do Phoenix pela sua indicação ao mesmo prêmio. Alex  foi um dos muitos nomes que remixaram a faixa "Lizstomania" neste ano.

http://www.myspace.com/alexmetric