
Foto por Marcelo Fubah
O jovem DJ e produtor William Santos (mais conhecido como Mexicano), ficou conhecido nos últimos tempos como uma das figuras mais folclóricas e talentosas da nova cena noturna paulista. Ao lado de seu pareceiro Fábio Smeili, calcou suas raízes no rock, mais precisamente no acelerado hardcore. Foi na eletrônica, e em todas suas possibilidades de fusões sonoras que a dupla se encontrou com o projeto Roots Rock Revolution promovendo uma revolução musical nas pistas da capital.
Integrante do coletivo Crew, figura constante da noite It´s Alive, Funhell e um dos organizadores da festa Dig It no clube Vegas, Mexicano parece ter fôlego de sobra e, finalmente, promete o lançamento de um EP do duo, que a cada set agrega mais admiradores.
Para quem quiser conferir os caras ao vivo, eles tocam nesta quarta (06/01) no D-edge na primeira CIO deste ano. Bati um papo direto e reto com a figura para saber de seus planos para 2010.

Foto por Leo Cavalini
Quem lhe despertou a vontade de se arriscar como DJ?
Foi a vontade de ouvir sons que me agradassem na pista. Sabe, às vezes você tá ouvindo um DJ tocar e logo pensa numa próxima que ficaria incrível na seqüência...Mais ou menos isso. Falando em DJs/produtores, com certeza o Two Many DJs foi a maior influência, pela diversidade de estilos musicais num mesmo set.
Quando e como surgiu o Roots Rock Revolution?
O Fábio e eu tínhamos uma banda de hardcore chamada "Dialética" antes do RRR, ele tocava bateria e eu guitarra, sempre fomos muito ecléticos e já nessa época tínhamos um gosto pela musica eletrônica. Co fim da banda começamos a freqüentar bastante as festas e junto veio à vontade de tocar. Dai formamos o RRR.
Tem outros projetos paralelos?
Fazemos DJ sets solo, mas por enquanto nosso foco maior é o RRR.
Quando o RRR vai lançar material autoral ou um EP?
2010 vai ser o ano da produção, estamos com dois re-edits em fase de produção e a idéia é lançar também um EP nesse primeiro semestre
O formato levai em dupla teve um boom nos últimos anos. Acha que está ficando saturado?
Acho que tudo tende a sofrer uma saturação, depende das duplas se renovarem e não deixar que esse formato vire fórmula.
Quais sons nunca saem de seus sets?
Acho que os breaks são ponto marcante em nosso set, miami bass e o próprio funk. "Supersonic" do JJ Fad é um dos sons que, se a gente não toca, com certeza estaremos usando um loop da musica, seja de batera ou de baixo, esse som é incrivel.
Cite um produtor das antigas, e um novo que te impressionou?
Gosto muito do Armand Van Helden, tanto os classicos como de suas novas produções solo e com o Duck Sauce. Ando ouvindo bastante dubstep e um produtor que me impressionou se chama
Joker. Tô bem viciado nas "produças" dele.
Que tipo de som você jamais tocaria em uma de suas apresentações?
O ecletismo é a alma do RRR, construímos uma carreira em que pudéssemos transitar por qualquer vertente que nos agrada no momento, temos feitos uns sets de hip hop no Milo, estamos com uma festa chamada Dig It no Vegas - que passeia pelo funk, groove, dub, etc. Primamos em manter esse ecletismo. Acho não tocaríamos sons que realmente a gente não curte, tipo axé e coisas do gênero (risos).