A recém inaugurada “Factory” vai fazer a alegria dos orfãos do lendário Haçienda no dia 4 de abril durante as festividades da Páscoa. Foi marcada uma apresentação solo do malucão Shaun Ryder (ex-Happy Mondays e atual Black Grape) e DJ sets dos mestres Jon Da Silva, 808 State, Justin Robertson e Jon Carter. Uma seleção impecável para os fãs de acid house e do saudoso “madchester”.
Ironias à parte, a festa ocorrerá no dia da ressureição de Cristo e exatamente no local onde habitava o antigo escritório do selo, cujo o próprio Shaun e seus ex-colegas de banda levaram à falência no início dos anos 90.
Peter Hook, outrora baixista do New Order e um dos donos do clube, está animado com esta comemoração e colocou 400 ingressos à venda, que esgotaram em pouco tempo. Parece que Ryder e seus amigos vão relembrar seus tempos de glória nesta noite.
Jon Da Silva, 808 State, Justin Robertson & Jon Carter DJing too. Boss!
A musa islandesa Bjork está novamente trabalhando com seu amigo, o criativo e requisitado diretor Michel Gondry. A nova empreitada foi anunciada durante o “South by Southwest”, ou SXSW, enquanto Gondry apresentava seu trabalho mais recente, “A Thorn In The Heart”.
Trata-se de um curta que será uma espécie de musical científico feito especialmente para exibição em museus no formato IMAX, e projetado em 3D. Um tanto ambicioso.
Os vídeos de “Declare Independence,” “Bachelorette,” “Hyper-Ballad” e o ótimo “Army of Me” são alguns dos trabalhos em conjunto da dupla Bjork/Gondry.
Cubo é o nome da nova empreitada eletrônica e solo do prolífico produtor Godoy Jr. De quinze anos pra cá ele já integrou diversos projetos em dupla, como o Neutra, Vis-a-Vis, D1G1GARDEN, Laptop Boys e o PABX. Com exceção do Laptop Boys, que tem uma sonoridade mais electro e marcado pela parceria com Claudia Wonder, os outros fazem parte da ala mais experimental da eletrônica brasileira.
Analisado por este prisma, a produção do Cubo não foge muito à regra. Como o próprio criador descreve, “são músicas que expressam um olhar diagonal sobre memória, tempo e sentimentos”. Convenhamos, esse não é o tipo de descrição para um projeto pop.
“Esse trabalho é muito autoral, tentei ser o mais sincero possível, algumas músicas haviam sido esboçadas a algum tempo… Anos! Mas retrabalhei a maior parte das coisas, para soar mais atual (rs). Nem sei se consegui ou se elas ainda guardam uma coloração escurecida…”, explicou Godoy Jr. para a equipe do Fiber.
Pra situar o som de “Infinito” no território das categorizações ou similaridades, tags como ambient, música concreta, IDM, Brian Eno, Erik Satie, experimental e electro não chegam a desorientar, mas talvez limitem um pouco o espectro da produção. Principalmente porque a relevância deste trabalho não está apenas no conceito, forma e na presença dos detalhes e sutilezas durante a execução, mas sim nos sentimentos de seu criador – mesmo que algumas músicas contenham uma certa dose de abstração.
Com exceção da versão de “Cry”, faixa que marca a fase atual e mais acústica da multi- talentosa Dot Allison e que recebeu pelas mãos de Godoy uma leitura mais eletrônica, as outras composições são instrumentais e você pode baixar gratuitamente clicando aqui.
Escute abaixo dois momentos bem distintos do Cubo:
Com filmes publicitários assinados para a Adidas, Virgin, MTV, além de videoclipes para o Daedalus e DJ Krush, a dupla sediada em Barcelona e formada por Joaquin Urbina e Wyzton Borrero leva hoje para o MIS (Museu da Imagem e do Som) sua performance de live cinema, que reúne elementos visuais influenciados pela nanotecnologia, e também pelo dadaísmo e surrealismo, com música sintética.
Trata-se de uma ótima oportunidade para ver e ouvir de perto o que pôde ser conferido pelo público que frequentou as últimas edições do Sónar Sound, o respeitado festival multimídia que conta com a presença cativa do No-Domain em sua programação há bons anos.
Para entender melhor a dinâmica e funcionamento da performance, Urbina explica: “A música é realizada ao vivo. É um som eletrônico, com elementos fundamentais do minimalismo, texturas e ruídos digitais, rítmica baseada no dubstep, jazz e electro”.
As imagens utilizadas na performance também são processadas ao vivo, misturando tecnologias analógicas e digitais: vídeo, filme, animação, colagens e fotografia. Objetos físicos como maquetes, vidro, água e papel contribuem para criar e destruir figuras, compondo um pequeno cenário, uma representação visual da música.
Pra quem quiser conferir o trabalho da dupla, o MIS fica na Avenida Europa, 158, Jardim Europa, em São Paulo. O espetáculo é gratuito e começa as 20h.
Mais informações, ligue para (11) 2117.4777.
Veja abaixo o clipe de “Make It So” (de 2008) do Daedalus, criado pelo No Domain:
O produtor Robi Insinna, mais conhecido pelo alter-ego de Headman, foi um dos inovadores da disco punk na década passada e lançou dois discos:”On” & “ItRough”. Agora, o “Homem-Cabeça” traz seu terceiro rebento que levará o nome de “1923″, com previsão para chegar ao mercado no mês de maio.
Assim como Trevor Jackson (do saudoso selo Output Recordings, e Playgroup), Robi sempre quis quebrar as barreiras do estilo e ser um desbravador fugindo do lugar comum que muitos contemporâneos seus seguiram. Segundo o próprio, o novo trabalho terá um quê de “funk no wave orgânico”, somado a “house baleárico”.
E como é de praxe, o trabalho terá colaborações especiais. Cassette Kids, a modelo e catora Katrina Noorbergen, e Steve Mason do Beta Band ao lado de Dieter Meier do Yello (do hit oitentista “Oh Yeah”) na faixa “Gimme”. Novamente, a arte da capa será de autoria de Insinna.