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Softwares

A música do cérebro

Há mais de seis décadas vislumbra-se a música do futuro; não só em termos de som, mas a maneira de "pensar" música e de como executá-la.

Experiências com fitas magnéticas, instrumentos eletrônicos e criação de módulos de efeitos, o advento do sampler, a transposição do hardware para o mundo virtual e a pesquisa de novas interfaces definiram marcos revolucionários no calendário da evolução tecnológica.

Dedicados a dar seqüência a estas importantes marcas rumo ao futuro, um grupo de músicos e pesquisadores britânicos tem dedicado grande parte de seu tempo para transformar o cérebro numa fonte sonora em primeira instância. Não como o recurso natural para coordenar o movimento do corpo à interagir com uma interface, mas sim como uma fonte criadora de som.

A princípio pode parecer um tanto transcedental - ou até mesmo telepático - , mas se levarmos em conta que o cérebro produz ondas eletromagnéticas, e considerarmos uma plataforma que receba e processe essas ondas devolvendo isso na forma de notas e tons para o ambiente, teremos então a "música do cérebro"..

O grupo empenhado no aprimoramento desta técnica é o Music of The Mind, quarteto que combina performance e experimentação usando interfaces que conectam cérebro e computador. Quanto ao som, os quatro situam o resultado "em algum lugar entre o Kraftwerk e Sun Ra".

O vídeo abaixo mostra o Music of the Mind em ação:

Conheça o DAW (digital audio workstation) Aggregat

Criado por Antonio de Luca, Daniel Dormann and Andreas Unteidig (três desenvolvedores do Studio No, na Alemanha), o Aggregat é a mais nova proposta para deixar a performance live ainda mais dinâmica.

Projetado principalmente para permitir o uso coletivo, a interface deste DAW permite que mais de 3 pessoas criem música colaborativamente - ao vivo e eme tempo real - numa simples sessão. De acordo com o trio, o Aggregat "traz de volta a característica de performance típica de uma banda para a música digital, ao invés de ficar olhando para um DJ que parece estar checando e-mails durante sua apresentação".

O Aggregat foi projetado para o Ableton Live 8 e ainda está em fase experimental, mas já dá pra ter uma idéia do potencial de sua interface pelo vídeo abaixo:

aggregat from antonio de luca on Vimeo.

Veja o Multi Touch Light Table para DJs em ação

Com a aproximação de uma nova década, aumentam as expectativas em torno do surgimento de algo novo ou até mesmo revolucionário. No universo da música eletrônica, intrinsecamente relacionado à tecnologia, a coisa não poderia ser diferente.

Nos tempos atuais em que as atenções estão voltadas para as interfaces que reagem aos gestos e toques humanos, os métodos de produção musical e discotecagem tornam-se cada vez mais instigantes e futuristas. Para colaborar com isso, surge o multitouch DJ table, desenvolvido pelo expert em design digital interativo e produção de áudio Gregory Kaufman.

Imagine uma Reactable devidamente customizada para a discotecagem. A partir daí,  você passa a contar com recursos que estendem a experiência para mais de um DJ, simultaneamente (pense numa batalha de DJs a toque de tela), e com controle de diversos parâmetros para deixar o set mais dinâmico.

Se os pesados cases já causaram malefícios à sua coluna, a maldita agulha esquecida fez seu cérebro despejar doses cavalares (e desnecessárias) de adrenalina em suas veias e o crossfade do mixer não "disse sim" aos seus comandos, vale a pena dar uma olhada nesse vídeo que mostra o Multi Touch Light Table colocado em prática. Só não vale esquecer o pen drive com as músicas:

Multi Touch Light Table: GERGWERK from GERG WERK on Vimeo.

Confira os upgrades do BPM - Beat Production Machine

O BPM, um dos produtos "carro-chefe" da MOTU acabou de receber upgrade na biblioteca de sons e também na performance.

A empresa americana, que completou esse ano três décadas de serviços prestados ao desenvolvimento de hard e software engordou seu Beat Production Machine com mais de 10.000 samples. Trata-se do Beat Box Anthology, pacote de 4 GB que inclui sons de nada menos que 80 baterias vintage dos 70´s, 80´s e 90´s, divididas em 3 categorias: classic, vintage e digital.

A classic é dedicada às baterias que conquistaram verdadeiro status de cult, como as cobiçadas 808 e 909, originalmente lançadas pela Roland. Os samples vem organizados por tipo - kick, snare, hi-hat (e assim por diante) - para facilitar o carregamento dos sons no brinquedão.

Para manter a fidelidade do som dos instrumentos originais, os samples foram gravados em 24-bit, com 96kHz. O processo foi todo realizado no renomado estúdio Sterling Sound, em Nova Iorque, onde já foram masterizados trabalhos como "Head First" da Goldfrapp, "A Cross The Universe" do Justice e os quatro últimos álbuns do Moby.

A versão 1.5 do BPM inclui também centenas de novos FlexLoops, que podem ser extensamente programados, o que permite controle de cada elemento do loop. Ao todo, são 16 estilos de loops - do dub ao jungle, passando pela house, electro, hip hop e hard trance.

Outro grande upgrade foi dado na parte de MIDI, agora mais flexível e interativa. Além de poder ser usado com controladoras, pads e synths MIDI, o BPM vem com a nova função MIDI Select, que permite acesso direto a cada pad (mais de 64 simultâneos por sessão), pra facilitar a edição e alteração de parâmetros com os knobs da controladora.

A nova versão do BPM sai por 295 dólares. Para os que desejarem fazer o upgrade, o custo é de 79 dólares. Para mais informações, clique aqui.

iSequence e o live na era do "touchscreen"

Se você é um daqueles que ainda apresenta o live PA "à toque de mouse" ou do "touchpad" do laptop, talvez esteja na hora de rever os seus conceitos.

Recentemente foi postado na rede um vídeo que mostra as maravilhas do iSequence, já em sua versão 1.7.O app que tranforma o iPad num estúdio de criação musical, com sequencer de 8 pistas, diversos instrumentos, mixer com efeitos DSP facilmente programáveis para a gravação de loops, beats e melodias.

Para tornar a performance do DJ/produtor mais dinâmica, o app permite não apenas a gravação de faixas, mas também controlá-las em tempo real, editá-las usando o sequencer e o editor de automação e aplicá-las em diferentes instrumentos, faixas e visualizações de maneira flexível e ininterrupta. O brinquedão virtual também funciona como um sampler, ou seja, dá pra fazer o upload e gravação de sons próprios pra criar seus próprios instrumentos e presets. A versão 1.7 aproveitou para deixá-lo mais estável, permitindo inclusive o upload de arquivos ZIP e suporte para samples 24bit.

Ou seja: toque, edite, mixe, automatize e grave tudo sem perder as alterações de parâmetros, e o melhor de tudo, "a toque de tela". E se você não é um expert nos teclados, não fique preocupado: a versão vem com o "metronome" e modo "slow down" para evitar as "sambadas" entre solos e beats.

Para entender melhor como o iSequence funciona no iPad, veja a performance do Pepe Mogt, fundador do coletivo Nortec Collective - um dos principais nomes techno e da IDM no México desde o final da década de 1990 - e responsável pelo projeto Fussible.

Komplete 7 da Native Instruments será lançado em setembro

Para os usuários do Absynth, FM8, Massive e Battery e entusiastas em geral da produção de música eletrônica, a empresa alemã NI - Native Instruments -  anuncia para setembro o lançamento de um pacotão que traz não só upgrades, mas também uma boa leva de novos e outros já consagrados instrumentos.

Trata-se do Komplete 7, que vem com 90 GB de samples, somando mais de 10.000 sons distribuidos em 24 instrumentos e FX. No pacote também estão incluidos não só o Kontakt 4 e o GUITAR RIG 4 PRO, mas também a nova versão do REAKTOR, carro-chefe dos produtors da empresa (agora em versão 5.5), o novo synth REAKTOR Prism, o Reflektor (para reverbs e outros efeitos), além de mais efeitos com o  Traktor’s 12 e o Rammfire, ampli desenvolvido pelo Richard Z. Kruspe do Rammstein.

Entre os destaques, o upgrade do Reaktor envolve nova interface e novos features, incluindo aprimoramento de síntese modal e aditiva e o Lazerbass, novo synth desenvolvido pelo mesmo criador do Massive, até então a ferramenta mais indicada da NI para a produção de linhas de baixo. Também conta com mais duas novidades de alto "pedigree": o Reaktor Spark, assinado por Stephan Schmitt (fundador da NI e criador do Reaktor) e o The Finger, efeito desenhado pelo produtor Tim Exile (um dos endorsers e engenheiros da Native, e também autor do fantástico "Listening Tree", que saiu no ano passado pela Warp Records) para tornar os lives mais dinâmicos.

O pacote integral sai por 559 dólares, mas é possível fazer o upgrade por US$ 339,00 (para os usuários antigos do Kontakt (qualquer versão), Reaktor (da versão 2 em diante), Kore 2 ou o Guitar Rig 4 Kontrol Edition.  Apesar dos critérios de aquisição de upgrades da NI serem muito questionados, principalmente por usuários do Ableton Live, se adquiridos individualmente os ítens somariam um montante que excederia facilmente os 3500 dólares.

Por 119 dólares, a empresa alemã formulou um pacote bem mais simples, o "Elements", mas na medida para um novato:vem com o Kontakt, o Kore, Guitar Rig e mais 12 GB de samples, que somam 2000 sons. Apesar de não permitir a otimização total dos recursos de edição dos instrumentos em relação ao pacote geral, é uma maneira mais barata de ter acesso aos variados presets da Native.                                    

Para mais informações sobre o Komplete 7, clique aqui .

Reason 5.0 e o Record 1.5 serão lançados em setembro

Término do inverno no hemisfério norte e fim também para a fase beta do Reason 5.0. Em setembro será oficialmente lançada a nova versão do DAW (digital audio workstation) da Propellerhead.

Na leva dos novos features, destaque para o Live Sampling, Neptune, Blocks, Kong Drum Designer e o Dr. Octo Rex (a nova versão do Dr. Rex). Se você ainda não havia testado a nova versão, fica bem mais simples entender as melhorias e novidades assistindo os vídeos abaixo:

Com o Live Sampling, agora todos os sample players do Reason tornam-se samplers, o que permite que você grave sons externos e direcione-os de diversas maneiras para que sejam devidamente trabalhados e processados. Com o uso de um microfone, toca-discos, instrumentos, o leque de opções é grande para se criar uma biblioteca sonora pessoal (o vídeo disponibilizado no site da Propellerhead é bem convidativo).

 

        
O Neptune é indicado para o tratamento de vocais e permite o ajustar o pitch assim como o Autotune, mas por um preço bem mais razoável. Agora fica bem mais fácil de se criar aquelas modulações típicas (mas não necessariamente bem-vindas) de faixas do Black Eyed Peas, também presentes nas faixas noventistas da Cher e na produção do T-Pain, apenas citando alguns exemplos no vasto território de traquinagens do mundo pop. 

 

O Kong Drum Designer vem com 16 pads que permitem a aplicação de efeitos, síntese analógica, sampling e automação em diferentes níveis para a criação de beats, além de integração com diversos bancos de sons de bateria.

 

 

Já o Blocks é uma mão na roda para quem pensa em criação, edição e mixagem musical a partir de segmentos (blocos) como introdução, verso, refrão, virada, clímax.

 

O quinto destaque é dedicado para quem gosta de editar, picotar e programar loops de bateria ou de outros instrumentos no Dr. REX. Agora com o seu upgrade, o Dr. Octo Rex, é possível integrar oito loops diferentes no mesmo player e trabalhar com ajustes de pan, pitch, reverse, level (entre outros),  e com múltiplas saídas.

 

 

 

 

 

Osmos, o game "ambient" agora para o IPad

Ganhador do prêmio Direct to Drive Vision Award (o D2D)  no ano passado, o premiado  Osmos da Hemisphere Games  chega agora para o IPad e, no mês que vem, também para o iPhone.

Depois de mais de seis meses de desenvolvimento a partir das versões para Mac, PC e Linux, esta nova versão chega com melhorias na estrutura do game e interação mais aperfeiçoada com os controles multi-toque, mais níveis de desafio e novos menus.

Para os aficionados da ambient music e da eletrônica em geral, a trilha do game, com produções do Loscil, Gas/High Skies, Julien Neto e do Biosphere (entre outros) é um atrativo que merece a devida atenção. Com bons fones, a experiência fica ainda mais interessante.

Veja abaixo o trailer do Osmos:

Apple fecha o Lala

Foi divulgado no site da Apple que dia 31 de maio, o site de compra, venda e compartilhamento de música Lala, será fechado, e nenhum usuário poderá mais assinar o serviço ou carregar novas músicas. Quem comprou os mp3s pelo serviço ainda poderá ouví-los sem maiores problemas, porém não serão aceitos novos perfis e playlists.

O Lala foi comprado no final de 2009 pela Apple, custando a "bagatela" de 80 milhões de dólares, e descartado pouco tempo depois sob a afirmação de não ter muitos usuários como o iTunes, que ainda domina o mercado virtual na preferência do grande público.

Especula-se uma fusão entre os dois, ou a criação de um novo sistema de playlist baseado no que será fechado. A coincidência é que a data do desligamento cairá uma semana depois da Worldwide Developers Conference, em que além de apresentarem algum novo iPhone com mais gigas, será discutido o futuro da indústria musical na rede e novas formas de distribuição.

 

 

Midipad é o novo app para o iPad. Em breve também no iPhone

O iPad, que aos poucos ocupa seu devido espaço nos estúdios,lares e palcos, vai ganhar no final de maio um aplicativo que o tornará ainda mais interessante dentro do contexto da produção de áudio - tanto para iniciantes como para profissionais.

Trata-se do Minipad, controlador MIDI que funciona aos moldes do cobiçado Lemur (da JazzMutant), no esquema plug-and-play, e pode ser usado para controlar ambientes como o Logic, Cubase/Nuendo, Abbleton, o Traktor ou mesmo synths físicos (via wi-fi).

O programa utiliza funções multi-toque presentes no iPad epermite comuniccação tanto com PCs como com Macs. Em breve será lançada uma versão também para o iPhone. Dê uma olhada no vídeo abaixo: