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A Guy Called Gerald quer voltar ao 808 State

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“808 State em sua primeira fase”

Gerald Simpson (mais conhecido pela alcunha de A Guy Called Gerald), declarou recentemente em uma entrevista à Red Bull Music Academy que gostaria de retornar ao 808 State. Simpson e Graham Massey andaram conversando seriamente sobre uma reunião, algo que não ocorre desde o seminal “Newbuild”.

Gerald deixou o grupo logo após seu début e investiu em sua carreira-solo, tendo um grande sucesso com o single “Voodoo Ray” e posteriormente  produzindo faixas pioneiras de drum n´bass – antes do estilo estourar no final dos anos 90.

Seu antigo grupo tornou-se um dos mais  importantes da música eletrônica ao lado de nomes fortes como  o Orbital e Prodigy, entre outros que ficaram famosos durante o período de transição do acid house para o techno. Lançaram diversos álbuns aclamados, que definiram a cena dance no Reino Unido como “Ex:el”, “Gorgeous” & “Don Solaris”.

Passados mais de vinte anos, seria no mínimo interessante as novas gerações terem a oportunidade de ver essas lendas juntas, e ao vivo. Nos próximos meses será definido se esse retorno acontecerá ou não.

Primal Scream toca Screamadelica na íntegra

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Os escoceses padrinhos da cena indietrônica voltam ao verão do amor para tocar de cabo à rabo  ”Screamadelica”, sua obra-prima que levou diversos fãs de rock para às pistas de dança durante o auge da acid house.

Além da banda em si, foram recrutados um coral gospel e a vocalista Denise Johnson, que cantou na obra original e fará uma aparição no tão aguardado show. Já que diversos artistas estão tocando seus álbuns mais importantes ao vivo, não é de se estranhar que Bobby Gillespie e sua turma não o fizesse.

A apresentação será no dia 27 de novembro no London’s Kensington Olympia.

Fiber Classics: A Guy Called Gerald – “Voodoo Ray”

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Gerald Simpson, também conhecido pela alcunha de “A Guy Called Gerald”, começou sua historia na música eletrônica no final da década de 1980, durante a efervescente cena acid house na Inglaterra. Simpson foi fortemente influenciado pela música jamaicana por causa de seus pais, que mantinham uma grande coleção de reggae e dub  e que apeteceram seu gosto  musical.

Mais tarde, se interessou por jazz e hip hop, mas se encontrou definitivamente quando teve contato com o techno e house vindos da América (especialmente os de Chicago e Detroit). Juan Atkins, Derrick May, Kevin Saunderson e outros monstros sagrados  o inspiraram a tentar produzir suas próprias faixas dançantes  na época, editando fitas na raça.

Ele lançou o single “Wax on The Melt” junto com os jovens produtores Martin Price e Graham Massey, que formariam em seguida o 808 State. Gerald participou da estréia do grupo “Newbuild” em 1988 , mas logo depois resolveu sair de cena para se dedicar à sua carreira solo. No mesmo ano, soltou um hino das pistas: “Voodoo Ray”. Ela virou um hit nos clubes alternativos, especialmente em Manchester, sua cidade natal, e o transformou numa espécie de lenda local.

 

Galeria: Larry Heard na noite Freak Chic do D-Edge, pela primeira vez no Brasil

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Talvez o termo mais adequado para  definir a edição da  sexta-feira passada da noite Freak Chic seja “histórico”. Afinal, não é com muita freqüência que se pode ouvir clásicos da Chicago House, da acid à deep, tocados por alguém que esteve presente e conspirou musicalmente para o surgimento das primeiras “trax” que deram forma ao fenômeno da house em meados da década de 1980. E foi nesse contexto que o norte-americano Larry Heard, beirando os cinquenta anos de idade, tocou pela primeira vez no país.

As novidades ficaram por conta do anfitrião Camilo Rocha, e um dos melhores momentos de seu set de abertura foi o belíssimo remix do Optimo para “Buzz In”, pena que cortado pela metade em prol da dinâmica do set.

A aula de house music começou mesmo lá pelas 02h30 com a clássica “7 Ways to Jack” do Hercules (projeto de Marshall Jefferson, outro “monstro” do estilo), resgatada diretamente de 1987 pelas mãos de Heard. Não demorou muito para entrar em cena outro grande momento da house, desta vez com “Break 4 Love” do Raze – inspiração para o surgimento de outras pérolas como “If Only I Could” do Sidney Youngblood e outras homenagens, como a prestada pelo Pet Shop Boys anos depois.

A partir daí começaram as primeiras manifestações de acidez eletrônica com “squelches” de TB e mais legados da era  de diamante da acid house. “No Way Back” do comparsa Adonis talvez merecesse manifestações de espasmo do público muito maiores do que as que rolaram. Como parte dele não me contive, mas confesso que, por mais atemporal que a faixa seja, obviamente não é a mesma coisa que escutá-la há 20 anos em outras pistas. Será efeito da idade, do resgate insistente dela por parte de DJs de gerações mais recentes, ou quem sabe talvez a tal da “vibe” da pista é que não estava lá das mais inspiradas? Acho que um pouco de tudo isso.

Mesmo com a reação da pista relativamente morna, o veterano à frente do mixer mandou ver a emblemática “House Nation”. Aí sim a fagulha acid pegou fogo e as pessoas reagiram com a intensidade merecida.

Depois da aula de house – prática também, afinal ele não deixou de tocar a aguardada “Can You Feel It”, de sua autoria como Mr. Fingers -  Larry programou sua máquina do tempo para uma regressão fundamentalista de aproximadamente uma década, e foi aí que teve início a aula de disco music. Não faltaram hinos como “Love is The Message” do MFSB, de Philadelphia para os ouvidos espertos de Malcolm McLaren que aproveitou a deixa para produzir “Deep in Vogue” (com sua The Bootzilla Orchestra), “Inch By Inch” do Persian, “Is It All Over My Face” do Loose Joints e “I Feel Love” da Donna Summer, com a produção mágica de Giorgio Moroder.
 
Depois de tamanho “fundamento”, perfeito para uma noite como a Freak Chic e arrematado com a supersônica “Moody” do trio nova-iorquino das irmãs Scroggings, é bem provável que as lembranças desta noite inesquecível (e talvez sem precedentes à altura) fiquem gravadas por um bom tempo na memória dos que estiveram lá pra ver e ouvir uma das lendas da house de Chicago.

Veja abaixo as fotos da galeria da noite Freak Chic da noite de 27/11:

Remixe a faixa “Whatever Happened?” de Abe Duque e Blake Baxter

No time dos produtores que conseguem deixar impressas suas respectivas personalidades sejam em suas próprias faixas ou em remixes para outros artistas, o novaiorquino Abe Duque é um dos que merece aplausos. Basta escutar faixas como   “Following My Heart” , “Wake Up” e “Trash Acid House” do recente álbum “Don´t Be So Mean”, ou mesmo o remix para “Galvanize” do Chemical Brothers, pra perceber que o cara tem um talento inquestionável para deixar o que  produz com cara – e sonoridade – de clássico.

Abe Duque e seu parceiro de produções Blake Baxter acabaram de anunciar um concurso de remixes da faixa “Whatever Happened?”, lançada originalmente pela Abe Duque Records em 2004.

Para participar, basta registrar-se no site do concurso, ler com atenção o regulamento, baixar o pacote com as tracks originais (em WAV) e colocar em prática a capacidade de criar grooves que impressionem os ouvidos do produtor – nesse caso, os do próprio Abe Duque.

Os remixes deverão ser disponibilizados na net (FTP, yousendit ou similares), num arquivo zipado com a produção, nome completo e contato). O link terá que ser enviado para remix@abeduque.net até as 17h (horário britânico) do dia 1 de outubro. A produção vencedora poderá será lançada pela Process Recordings junto com remixes de Mark Romboy e Max Cooper.

Boa sorte e mãos à obra!



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