FiberOnline – Blog » fiber classics

Fiber Classics: Camouflage – “The Great Commandment”

camouflage_20030404

Formado por Marcus Meyn, Heiko Maile e Oliver Kreyssig, o trio alemão fez um certo sucesso no final dos anos 1980 com seu único hit “The Great Commandment”, que alcançou a posição de número 59  na parada americana de dance music, tornando-os figurinhas fáceis nas rádios e pistas da década.

Fato é que o Camouflage pegou de jeito os fãs do Depeche Mode por semelhanças sonoras inquestionáveis, o que fez com que suas músicas fossem confundidas -- e por diversas vezes --  com as composições dos britânicos. O grupo superou esse estigma ao longo dos anos lançando sete álbuns, algumas compilações , e no ano passado um trabalho ao vivo intitulado ” Live In Dresden”.

Fiber Classics: Underworld – ” Dark Train”

080722_p14_underworld

No último Fiber Classics de 2009, recebemos a ilustríssima presença do duo Underworld. Na ativa desde 1980, esses pioneiros do techno cravaram diversos hinos na pista, e músicas em trilhas sonoras. Se você assistiu a “Trainspotting” em 1996, certamente se lembrará da desesperadora cena em que o protagonista Renton (vivido pelo então novato Ewan McGregor), tem um pesadelo com seu suposto bebê andando pelas paredes e torecendo a cabeça como que possuído pelo demônio, tendo a maravilhosa faixa “Dark & Long (Dark Train mix)” como fundo musical. Boa viagem.

Fiber Classics: Suicide – “Ghost Rider”

m3hIBkzQsov4vhmjTI9VPp6Wo1_500

Formado em 1971 por Martin Rev e Alan Vega o Suicide foi, ao lado do Kraftwerk, um dos nomes mais influentes para a história da música eletrônica como a conhecemos. Sendo o primeiro duo que se arriscou com a fórmula “vocalista + programador”. Em 1977, eles lançaram seu seminal álbum de estréia e andavam na esteira do punk  nova-iorquino, sendo muitas vezes classificado como “synthpunk”.

A dupla ficou famosa por suas apresentações e pelo comportamento provocativo de Vega, que chegava a arrastar correntes no palco para dar um efeito ainda mais “metálico” ao som único que praticavam . Diversas vezes o público não entendia o que se passava no palco e  acabava  tratando o duo com uma certa animosidade.

Hoje em dia, o Suicide é considerado um dos nomes mais influentes da música moderna. De Soft Cell a She Wants Revenge, de Cassandra Complex a The Horrors, é impossível não notar a herança sonora que eles deixaram para as gerações dos 80, 90 e 2000. Por aqui, ficamos com eles ao vivo em 1977 tocando “Ghost Rider”, um de seus maiores clássicos.

Fiber Classics: Paul Hardcastle – “19″

paulhardcastle

O produtor Paul Hardcsatle, começou sua longa carreira no comecinho da década de 1980 lançando o elogiado single “Rain Forest” de 1984, que teve uma certa repercussão, e por aqui, até entrou na trilha sonora de uma conhecida novela da Rede Globo na época.

Seu maior sucesso no entanto, veio em 1985 com a faixa “19″. Paul utilizou samples de um telejornal em que o narrador Peter Thomas falava sobre os horrores que  jovens passavam da guerra do Vietnã. De princípio, Thomas não gostou da ideia de ter sua voz sampleada numa música, mas, deu o braço a torcer e autorizou o uso.

Hardcastle teve sua música tocada por todo mundo e alcançou o primeiro lugar nas paradas europeias, além de virar um hit do electro tocado a exaustão pelos DJs de casas extintas como Rose Bom Bom e Madame Satã. Ele ainda atua na área musical e lançou neste ano um álbum chamado “Zero One”.

 

Fiber Classics: Soft Cell – “Bedsitter”

soft

Formado por Marc Almond (voz) e David Ball (sintetizadores), o Soft Cell tornou-se o protótipo da sonoridade synthpop do início dos anos 80 e influenciou uma gama de artistas que vão de Nine Inch Nails a La Roux. Suas músicas tinham uma aura sombria e ao mesmo tempo romântica. Frequentemente citavam perversão, erotismo e relacionamentos conturbados em suas composições.

A dupla fez parte da cena new romantic, porém era também classificada dentro do crescente tecnopop ao lado de OMD, Humam League, Gary Numan, Yazoo e Depeche Mode. Em 1981, foi lançado o primeiro álbum que incluia o super hit “Tainted Love” (de autoria de Gloria Jones), além de “Bedsitter”  que conferimos abaixo -- uma crônica sobre uma criatura noturna buscando algum sentido em seu cotidiano.



© 2010 - FiberOnline - Todos os direitos reservados