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Fiber Classics: Underworld – ” Dark Train”

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No último Fiber Classics de 2009, recebemos a ilustríssima presença do duo Underworld. Na ativa desde 1980, esses pioneiros do techno cravaram diversos hinos na pista, e músicas em trilhas sonoras. Se você assistiu a “Trainspotting” em 1996, certamente se lembrará da desesperadora cena em que o protagonista Renton (vivido pelo então novato Ewan McGregor), tem um pesadelo com seu suposto bebê andando pelas paredes e torecendo a cabeça como que possuído pelo demônio, tendo a maravilhosa faixa “Dark & Long (Dark Train mix)” como fundo musical. Boa viagem.

Fiber Classics: Suicide – “Ghost Rider”

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Formado em 1971 por Martin Rev e Alan Vega o Suicide foi, ao lado do Kraftwerk, um dos nomes mais influentes para a história da música eletrônica como a conhecemos. Sendo o primeiro duo que se arriscou com a fórmula “vocalista + programador”. Em 1977, eles lançaram seu seminal álbum de estréia e andavam na esteira do punk  nova-iorquino, sendo muitas vezes classificado como “synthpunk”.

A dupla ficou famosa por suas apresentações e pelo comportamento provocativo de Vega, que chegava a arrastar correntes no palco para dar um efeito ainda mais “metálico” ao som único que praticavam . Diversas vezes o público não entendia o que se passava no palco e  acabava  tratando o duo com uma certa animosidade.

Hoje em dia, o Suicide é considerado um dos nomes mais influentes da música moderna. De Soft Cell a She Wants Revenge, de Cassandra Complex a The Horrors, é impossível não notar a herança sonora que eles deixaram para as gerações dos 80, 90 e 2000. Por aqui, ficamos com eles ao vivo em 1977 tocando “Ghost Rider”, um de seus maiores clássicos.

Fiber Classics: Paul Hardcastle – “19″

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O produtor Paul Hardcsatle, começou sua longa carreira no comecinho da década de 1980 lançando o elogiado single “Rain Forest” de 1984, que teve uma certa repercussão, e por aqui, até entrou na trilha sonora de uma conhecida novela da Rede Globo na época.

Seu maior sucesso no entanto, veio em 1985 com a faixa “19″. Paul utilizou samples de um telejornal em que o narrador Peter Thomas falava sobre os horrores que  jovens passavam da guerra do Vietnã. De princípio, Thomas não gostou da ideia de ter sua voz sampleada numa música, mas, deu o braço a torcer e autorizou o uso.

Hardcastle teve sua música tocada por todo mundo e alcançou o primeiro lugar nas paradas europeias, além de virar um hit do electro tocado a exaustão pelos DJs de casas extintas como Rose Bom Bom e Madame Satã. Ele ainda atua na área musical e lançou neste ano um álbum chamado “Zero One”.

 

Fiber Classics: Soft Cell – “Bedsitter”

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Formado por Marc Almond (voz) e David Ball (sintetizadores), o Soft Cell tornou-se o protótipo da sonoridade synthpop do início dos anos 80 e influenciou uma gama de artistas que vão de Nine Inch Nails a La Roux. Suas músicas tinham uma aura sombria e ao mesmo tempo romântica. Frequentemente citavam perversão, erotismo e relacionamentos conturbados em suas composições.

A dupla fez parte da cena new romantic, porém era também classificada dentro do crescente tecnopop ao lado de OMD, Humam League, Gary Numan, Yazoo e Depeche Mode. Em 1981, foi lançado o primeiro álbum que incluia o super hit “Tainted Love” (de autoria de Gloria Jones), além de “Bedsitter”  que conferimos abaixo -- uma crônica sobre uma criatura noturna buscando algum sentido em seu cotidiano.

Fiber Classics: 2 Unlimited- “No Limit”

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Idealizado pelos produtores holandeses Jean Paul de Coster e Phil Wild, o grupo de techno e eurodance 2 Unlimited deu seus primeiros sinais de vida em 1991. Foi nesse ano que  lançou sua primeira demo instrumental, que mais tarde se tornaria o estrondoso sucesso “Get Ready For This”, um hino dos jogos de basquete e hóquei. Para o projeto realmente estourar, eles precisavam de duas figuras para dançar e cantar suas músicas. Foram chamados o vocalista Ray Slijngaard e a ex-policial Anita Doth para esta árdua missão.

“Tribal Dance”, “Twilight Zone” e “Maximum Overdrive”  foram alguns dos singles bem posicionados nas paradas, e que venderam milhões de cópias pelo mundo. A febre da eurodance já havia tomado toda Europa, chegando na Terra do Tio Sam e finalmente em solo tupiniquim no ano de 1992. A inevitável separação ocorreu em 1996; desde então  foram lançadas coletâneas e incontáveis remixes. Armand Van Helden, foi um dos nomes de peso que trabalhou com o quarteto remixando “Jump For Joy”, no mesmo ano.

Injustamente rotulado como mais um grupo de “poperô” comercial dos anos 90, pode-se dizer que eles foram um dos grandes responsáveis pela popularização do techno nas rádios, pavimentando o caminho para diversos artistas e podutores oriundos da cena rave. Por aqui, paramos dentro de uma máquina de pinball no clipe de “No Limit”.

 



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