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synthpop

Escute o álbum novo do Röyksopp na íntegra

A iniciativa de disponibilizar o material de "Senior" uma semana antes de seu lançamento oficial no dia 13 de setembro veio da banda em conjunto com o Hype Machine e o Soundcloud (onde o álbum foi postado).

Pra quem gosta de synthpop com melodias cativantes - mesmo que sem vocais -, vale a pena dar uma conferida em "Tricky Two", a segunda faixa de "Senior". "The Drug" é a que está mais próxima de tornar-se um hit e, aos ouvidos de um produtor, instiga a criação de remixes em diferentes formatos. O trabalho de filtros no lead loopado faz com que a melodia "grude" com eficiência na mente do ouvinte.

A atmosférica balada "Senior Living" vem com uma bela progressão de cordas, guitarras que exprimem lamento e tristeza e vocalizações sussurradas que provavemente agradarão entusiastas de diversas áreas da música - da eletrônica ao pop, passando pelo rock progressivo. Junto com o clima pastoral de "The Alcoholic", resultam numa química imbatível para confortar corações destroçados.

"Forsaken Cowboy" lembra as faixas mais pitorescas do Bent, dupla britânica que surgiu na mesma época em que o Röyksopp e, assim como os noruegueses, emplacou produções em algumas das melhores compilações de chill out music.

A veia mais densa e dramática, exposta anteriormente em "Röyksopp Forever" (faixa do álbum "Junior"), é "The Fear",  que ao longo de seus 7´00" aproxima o trabalho do duo às produções mais complexas e pesadas de bandas como o Massive Attack, Air, Depeche Mode e UNKLE. Em comparação à ela, "Coming Home" soa como uma música de ninar. É claro que, pelos métodos de trabalho de Svein Berge e Torbjørn Brundtland, a singela "nursery rhyme" ganha tons lisérgicos e esbanja psicodelia.

A viagem sonora se estende até a faixa seguinte que encerra o álbum, com um acento agudo na ambient music pela cama de pad suntosa,  estrutura principal da música.

Considerando o título do álbum, parece até redundante afirmar que "Senior" é o trabalho mais maduro até hoje gravado poe eles. Para quem aprecia os momentos mais pop e com vocais, seja pela voz de Anneli Drecker do Bel Canto ( que emprestou sua voz para a climática "Sparks") da Karin Dreijer do The Knife ( do hit "What Else Is There"), Robyn (que canta em "The Girl and The Robot") , Erlend Oye (de "Remind Me") ou de  Chelonis R. Jones (na encarnação mais soulful do duo com "49 Percent"), pode ser esteja faltando "aquele" algo a mais em "Senior".

Escute "Any Distance", o novo EP do Zémaria

A banda capixaba acabou de lançar o seu "Any Distance EP",  em CD e no formato digital. Com um som orientado para o neo synthpop, a faixa que dá título ao EP faz parte do último álbum ("The Space Ahead")  e vem com remixes dos franceses Minitel Rose (postamos sobre a vinda do primeiro álbum deles em junho) e Signal.

Em sua nova fase, o material do Zémaria passa a ser lançado pelo selo francês AbatJour Records e distribuido pela poderosa PIAS, que está entre as maiores gravadoras independentes da Europa - Soulwax, The Golden Filter, We Are Scientists, The Fall e o Nouvelle Vague são algumas das bandas que fazem parte de seu cast. A banda já se prepara para a próxima turnê pelo velho continente, a terceira em sua carreira.

Além de "Any Distance" e seus remixes,  o EP inclui a versão original de "The Space Ahead" e também "Dirty Dance",  faixa inédita que já vem sendo executada em seus últimos shows.

Vale lembrar que o Zémaria concorre na categoria “Música Eletrônica” do VMB 2010, premiação anual realizada pela MTV Brasil.  Nesse sábado, dia 11, o grupo se apresenta  no festival Porão do Rock ( no Palco Chilli Beans) entre atrações como o Pato Fu e She Wants Revenge.

Clique aqui pra escutar o EP:

Futurecop! lança álbum de remixes

Manzur Iqbal Ahmed e Peter Carrol se conheceram na faculdade e viraram melhores amigos quando descobriram que partilhavam a mesma paixão por filmes e desenhos animados dos anos 80. Todo esse amor foi transmitido na música produzida pelo projeto retrô-futurista Futurecop. Memórias da infância, sons de sintetizadores vintage e boas doses de ítalo disco foram transportados para os dias de hoje pela dupla.

Eles já foram rotulados de neo synthpop, fantasy disco, dreamwave, e mais uma série de novos nomes criados pelos sites de música que ainda quebram a cabeça para decifrar seu som. Pode-se dizer que o coletivo francês Valerie e o blog Discodust foram os principais veículos que apadrinharam os rapazes e ajudaram a disseminar sua produção para o grande público quando postaram suas faixas e seus nostálgicos clipes.

Em 2009, a dupla assinou com o selo Iheartcomix, que lançou seu EP de estreia “The Unicorn & the Lost City of Alvograth” para o mercado americano e canadense, rendendo apresentações e passagens por festivais em outros continentes.

Hoje  eles disponibilizam na rede um álbum de remixes contendo colaborações de seus comparsas Anoraak, Stephen Falken, Ghosthustler, Digikid84, Discoballistic e Lorentz & M.Sakarias. A impagável arte da capa ressuscita o adorado cartoon oitentista Jem e as Hologramas.

Confira abaixo o tracklist:

1.Class of 1984 (Anoraak Remix)
2.Transformers (Lorentz & M.Sakarias Vocal Mix)
3.1988 Girls (Digikid84 Remix)
4.NASA (Rough Mix)
5.Ain`t That Fresh (Original Mix)
6.Transformers (Ghosthustler Remix)
7.NASA (Cryptonites Remix)
8.Dreams (Silicone Project Remix)
9.Transformers (Ooga Booga Remix)
10.Street Hawk (Stephen Falken Remix)
11.NASA (Discoballistic Remix)
12.Iceland (Futurecop! Remix)

 

 

Os monólogos analógicos de Vince Clarke

"Analogue Monologue" é o nome da série produzida e apresentada por uma das lendas britânicas do synthpop, o colecionador de sintetizadores Vince Clarke.

Integrante da formação original do Depeche Mode (e também das bandas embrionárias como The French Look e Composition of Sound), fundador e cérebro eletrônico de diversos projetos como Yazoo, Assembly e Erasure, Vince disponibilizará periodicamente em seu site oficial esta série que dará destaque a um synth específico a cada episódio.

Gravado em seu estúdio no Maine (Estados Unidos), o primeiro deles já está no ar e tem o foco voltado para o Pro-One, adquirido em 1982 na época em que iniciou o Yazoo e utilizado também para os álbuns do Erasure. Foi deste synth que sairam muitos dos beats, basslines, bleeps e sessões de metais emuladas nos álbuns dos projetos da fase pós-DM.

Em seu site, ele afirma que acabou de concluir o terceiro episódio. Clique aqui para assisitir o primeiro.

 

Assista "Look To You" do Miami Horror

Mais um dos muitos nomes expressivos da cena dance australiana, o Miami Horror superou as expectativas de seu público com o recente trabalho "Illumination", que incorpora elementos do funk e da disco ao novo synthpop.

Pode-se dizer que o combo está investindo cada vez mais nas influências da "black music" e reforçando sua vocação para nos fazer "levitar" nas pistas. O vocal sexy é da cantora neo-zelandesa Kimbra, que teve seu single de estréia produzido por Francois Tetaz (Architecture in Helsinki, Gotye) e M-Phazes, que já trabalhou com a vocalista de r&b Amerie e com o artista de hip hop Pharoahe Monch . A direção do clipe é de Phillipe Sage.

Conheça o Hurts

Hurts é mais um dos nomes interessantes que resgatam o clássico synthpop para as novas gerações. Vindos de Manchester, a dupla formada por Theo Hutchcraft e Adam Anderson optaram por influências que vão do Depeche Mode (da fase "Black Celebration") aos festivos Erasure e Pet Shop Boys. Alías,  lembram uma versão moderna e classuda do duo mencionado por último.

Eles têm três singles lançados e preparam seu début com "Happiness" , álbum que sai no dia 6 de setembro. Os ingleses já conseguiram o feito de ter um remix assinado pelo respeitado Arthur Baker (para a faixa "Wonderful Life") e um dueto com a diva Kylie Minogue ("Devotion").

"Better Than Love" foi o primeiro single oficial do grupo com um caprichado clipe produzido no primeiro semestre deste ano. Assista.

Do baú: "The Space Between" do pioneiro Chris Carter sai em vinil

Membro do seminal grupo britânico de música industrial Throbbing Gristle, e também metade do duo Chris & Cosey (ao lado da parceira eletrônica Cosey Fanni Tutti, também integrante do TG), Chris Carter aprovou a promoção da "terceira onda" de seu cultuado "The Space Between", álbum lançado originalmente em 1980 apenas no formato k-7.

O conteúdo era na verdade 90 minutos de gravações de 1974 a 1978 feitas no estúdio Industrial Records em Londres, de propriedade do próprio TG. Esse mesmo material deu origem ao relançamento da obra em CD pela Mute Records, em 1991, depois do processo de remasterização.

Agora em 2010, completando um novo ciclo, "The Space Between" passa a ganhar versão em vinil, a ser  lançada em setembro pelo selo escocês Optimo Music. Mudança esta que apresenta alteração não só no formato, mas também no tracklist e no nome do álbum. Desta vez batizado "The Spaces Between", o álbum não possui todas as faixas do original e vem com nova capa. Sobre isso, J.D. Twitch, proprietário do selo e mais conhecido pelo alter ego Betty Bottox, explica:

"O original tinha quinze faixas. Como queria uma prensagem com uma qualidade e volume de som altos, escolhi minhas seis favoritas, o que não foi tarefa fácil. Em compensação, inclui uma bônus track que data praticamente da mesma época, a faixa "Climbing", lançada por John Balance do Coil como parte integrante de sua cassete de 1981 "Men With Deadly Dreams". Trata-se de uma das primeiras gravações na história com o uso da bateria 808, e ainda soa como se viesse do amanhã".

As prediletas de JD Twich que foram remasterizadas a partir das originais são: "Beat ", "Outreach ", "Clouds", "Electrodub", "Interloop" e "Solidit".

Ouça  "Interloop":

Cut Copy apresenta nova faixa no Lolapalooza

Durante o segundo dia do Festival Lolapalooza que aconteceu na cidade norte-americana de Chicago, o grupo australiano de synthpop Cut Copy apresentou mais uma das faixas que farão parte de seu novo trabalho que sai em 2011.

"Blink And You'll Miss The Revolution" foi apresentada ao público colada com o sucesso "Hearts On Fire", um dos destaques do segundo álbum "In Ghost Colours", de 2008 .

A gravação não está uma "maravilha", porém, dá pra sentir novamente uma fortíssima presença do mítico New Order no som dos rapazes. Ao contrário de "Where I´m Going", o primeiro material referente ao disco novo e divulgado no mês passado no site da banda,  essa faixa foi feita para ganhar as pistas. Confira.

The Neon Judgement lança documentário em sua nova turnê

A pioneira dupla belga de música eletrônica anunciou recentemente sua volta aos palcos em 2010. A última apresentação que fez foi em novembro do ano passado no lendário La Locomotive, em Paris.

No segundo semestre, Dirk da Davo e TB Frank retomam o gás para uma turnê  que tem como mote o lançamento do DVD "The Neon Judgement - Docu-Vision Tour 2010a1984".

Neste documentário, a banda faz uma retrospectiva de sua carreira e reúne testemunhos de nomes influentes do cenário eletrônico europeu como Dave Clarke, The Hacker, Terence Fixmer (do projeto Fixmer Mc Carthy, com o vocalista do Nitzer Ebb) e Luc Van Acker (Revolting Cocks).

Em breve o TNJ divulgará mais novidades. Por enquanto, temos aqui um teaser de "The Neon Judgement - Docu-Vision Tour 2010a1984". Os primeiros da show da turnê acontecem na Bélgica e Holanda nos dias 18/09 (Kunstencentrum Belgïë), 25/10 (Trix Club), 02/10 (Nieuwe Nor), 22/10 (JH Zenith), 06/11 (Zaal de Hoop e 26/11 (Stuk).

The Neon Judgement docuvisual 2010A1984VISION trailer from UnleashedVisuals on Vimeo.

Fiber Classics: Art of Noise - "Close (To The Edit)"

Lançado em maio de 1984 como um single, "Close (To The Edit) usava recursos de edição inovadores, contava com uma ferramenta que virou marca registrada no som da banda -  o então revolucionário sampler - e continha o trecho vocal que anos mais tarde foi utilizado na faixa "Firestarter" do The Prodigy ( o impactante "hey hey").

No Reino Unido saiu pela ZTT Records,  nas versões 12", picture disc e cassete, que continha remixes diferentes das presentes no vinil. O famoso extended que tocou bastante nas pistas alternativas da época foi um dos destaques de "Who's Afraid of a Art of Noise?", o álbum de estréia.

Apesar de focado no duo Anne Dudley (arranjos) e J.J. Jeczalic (programação), em sua fase inicial o Art of Noise contava com os serviços do produtor Trevor Horn (dono da ZTT), Gary Langan (engenheiro de som) e do jornalista musical Paul Morley (até hoje na ativa, é ele que faz as vídeo-entrevistas pelo jornal The Guardian, com astros da eletrônica atual como La Roux, Deadmau5 e vários outros), que cuidava do marketing e da estética da banda.

A faixa chegou ao oitavo lugar da parada da Billboard e, junto com o talento da dupla, possibilitou que a "arte do barulho" participasse da composição de trilhas de filmes e programas de TV. O clipe foi passado em altíssima rotação na então recente MTV, onde ganhou os prêmios de melhor edição e vídeo experiemental (no VMA de 1985) . Na Nova Zelândia, foi banido pela absurda acusação de ser demasiadamente violento.